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Falta de transparência no negócio da TACV: Em carta remetida ao Primeiro-ministro, líder da oposição exige explicações sobre a situação da Cabo Verde Airlines e retenção dos três aviões nos EUA 03 Setembro 2020

Em carta remetida ao Primeiro-ministro de Cabo Verde, a líder do maior partido da oposição democrática volta a pedir ao Governo da República informações relativas ao processo da privatização da TACV, que denunciou ter sido um negócio menos transparente. Janira Hopffer Almada, que se assume também como deputado Nacional, pede a Ulisses Correia e Silva que mande fornecer ao seu partido, com carácter de urgência, informações sobre o negócio em causa, com destaque para a recente retenção, em Flórida (EUA), dos três aviões da Cabo Verde Airlines (CVA) e o futuro desta empresa aérea.

Falta de transparência no negócio da TACV: Em carta remetida ao Primeiro-ministro, líder da oposição exige explicações sobre a situação da Cabo Verde Airlines e retenção dos três aviões nos EUA

Na missiva, com a data de 02 de Setembro, a que este jornal teve acesso, a presidente do PAICV faz questão de realçar que a preocupação do seu partido com a gestão do referido processo tem aumentado claramente nos últimos tempos. «Depois de se ter divulgado, nos Órgãos de Comunicação Social, a retenção de três aviões da CV Airlines na Flórida (após serviços de manutenção), os mesmos órgãos assumiram, publicamente, que na ‘base do sucedido, está um impasse entre as partes envolvidas no processo negocial da CV Airlines, isto é, entre a Loftleidir Icelandic e o Governo de Cabo Verde’. Para além desses problemas, vêm sendo tornadas publicas, variadíssimas vezes, informações que dão conta de atrasos sucessivos no pagamento de salários dos trabalhadores», lê-se no documento remetido ao PM.

Segundo a mesma fonte, a verdade é que não se sabe o que está a acontecer com a Companhia, considerando que o Governo não tem respondido aos muitos questionamentos fetios pela Oposição Democrátrica, o que, segundo ela, agrava a situação e a intransparência no processo que tem vindo a denunciar. «Assim, e face à gravidade da situação e constantes das informações que vêm sendo divulgadas e supra referidas, vimos, por este meio e ao abrigo do art. 65º do Regimento da Assembleia Nacional, nas suas alíneas g) e l), requerer a V. Excelência se digne facultar-nos, para conhecimento e análise, e com carácter de urgência, as informações cabíveis sobre esse acontecimento preocupante, designadamente: a)O que está a acontecer, de facto, com a Companhia Cabo Verde Airlines? b) O que levou, de facto, à retenção dos 3 aviões na Flórida e quando se prevê resolver essa situação, salvaguardando os interesses do País? c) Que futuro se prevê para a Companhia (CVA)?».

Conforme a mesma carta, a líder do maior partido da oposição do arco do poder aproveita para, mais uma vez, solicitar ao Primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva «o Acordo Parassocial que foi assinado aquando do processo de ‘Privatização’ da Companhia de Bandeira, que ainda não foi facultado, com carácter de urgência».

Falta da transparência na privatização da TACV e importância do sistema de transporte

Na missiva que vimos citando, Janira Hopffer Almada fundamenta que num país arquipelágico, como Cabo Verde, a organização de um sistema de transporte moderno, eficiente e eficaz, desempenha um papel crucial no processo de desenvolvimento, pro considerar que deste depende a mobilidade de pessoas e de bens intra e inter-lhas, bem como a ligação ao mundo, agora cada vez mais globalizado. «O sector dos transportes é, igualmente, primordial para fazer crescer a economia nas ilhas e gerar riquezas, emprego e rendimentos para as famílias, para além de garantir, num País arquipelágico como Cabo Verde, a ligação entre as ilhas e com o mundo, além de reforçar a coesão interna e promover o desenvolvimento integrado do País».

A candidata a Primeira-ministra nas legislativas de 2021 lembra que o PAICV passou, nestes últimos quatro anos, a solicitar dados e requerer informações sobre o processo de reestruturação dos TACV que, muitas vezes, não mereceu resposta por parte do chefe do governo. «Mas, como é do conhecimento público, o PAICV sempre questionou, discordando claramente, com a forma como Companhia de Bandeira (TACV) foi ‘privatizada’ e com a gestão que vem sendo feita que, do nosso ponto de vista, põe em causa os interesses nacionais e estratégicos de Cabo Verde», refere a carta da líder da oposição remetida, nesta quarta-feira,02, ao Primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva.

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