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Família recusa $700 mil doados ao filho para ir à Disneylândia— "Doámo-lo a seis instituições que precisam mais" 10 Fevereiro 2021

O menino de oito anos, a sofrer de acondroplasia (que impede o crescimento ósseo no torso e membros), há um ano comoveu o mundo quando pediu à mãe para o deixar morrer, porque já não suportava mais o ’bullying’ na escola.

Família recusa $700 mil doados ao filho para ir à Disneylândia—

Segundo a família Bayles confirmou na semana passada à imprensa, o dinheiro proveniente de doações feitas a Quaden Bayles, de nove anos (foto), foi doado a seis instituições — entre elas, "Dwarfism Awareness Australia" e "Balunu Healing Foundation" — dedicadas à prevenção e tratamento de vítimas do "bullying".

Segundo os diários londrinos Sun e Daily Mail, mais de 20 mil pessoas de diversos países doaram $723 mil dólares australianos (mais de quarenta mil contos) através do ’crowdfunding’ ’Let’s send a wonderful kid to Disneyland’/Vamos mandar este menino maravilhoso para a Disneylândia.

A iniciativa que envolveu a equipa de râguebi nacional australiana e o ator Brad Williams, dos Estados Unidos, que também sofre de nanismo, tinha o objetivo de pagar todas as despesas da viagem aos seis membros da família Bayles.

Adultos a fazerem bullying contra uma criança?!

O menino australiano alvo de "bullying" foi pela primeira vez mediatizado em 2015 pelo diário online Daily Mail. Aos quatro anos, a mãe (na foto do rodapé) postou no Facebook um vídeo de Quaden. O seu objetivo era "consciencializar" sobre a aconandroplasia, que embora impeça o crescimento dos ossos do tronco e membros "não afeta o desenvolvimento mental".

Muitos comentários eram ternurentos. Mas também houve comentários cruéis, como "anão feio", dirigidos à aparência de Quaden. A maior parte vinha de adultos, como destacam os que se indignaram: Adultos a fazerem bullying contra uma criança?!

No episódio mais recente, a mãe, Yarraka Bayles, contou em vídeo no Facebook que o filho era alvo constante de comentários cruéis por parte de alguns colegas. Nesse dia, de fins de fevereiro de 2020, ao ir buscá-lo à escola encontrou Quaden "a chorar, num estado terrível".

Por isso, a mãe decidiu gravar o testemunho do filho ao chegar a casa "para mostrar às pessoas, a ver se elas tomam consciência do sofrimento que causam". Por ano, em cada escola morre por suicídio uma criança atingida de nanismo, segundo a mãe de Quaden que se tornou ativista.

Na mensagem vídeo dirigida aos "pais, professores e todos que lidam com crianças", ela mostrou o sofrimento do filho que diz já não aguentar mais a troça dos colegas. Quaden chega a dizer que "não quer[-] viver", que "pref[ere] morrer ou que [o] matem", por entre um choro convulsivo (foto).

Fontes referidas. Fotos: Captadas do Facebook. Mãe de Quaden.

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