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Entrevista/Federação Cabo-verdiana de Futebol: Presidente promete mais investimentos em infra-estruturas e revela prejuízos de mais de três mil contos por cancelamento do campeonato nacional 25 Julho 2021

Em entrevista exclusiva este jornal, o Presidente da Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF) garante que o propósito da Federação é investir, cada vez mais, nas infra-estruturas desportivas em todo o País. Mário Semedo sublinha que tais investimentos dependem também da vontade e das opções das Câmaras Municipais, ao mesmo tempo que avança um pacote de projectos realizados e em curso, com destaque para a requalificação e arrelvamento de campos de futebol e construção de centros de estágios. Semedo revela ainda que a FCF já que contabilizou um prejuízo de mais de três mil contos, por causa do cancelamento do campeonato nacional de futebol devido à pandemia de Covid-19.

Entrevista conduzida por: Celso Lobo/Redação

Entrevista/Federação Cabo-verdiana de Futebol: Presidente promete mais investimentos em infra-estruturas e revela prejuízos de mais de três mil contos por cancelamento do campeonato nacional

Asemanaonline - Qual é o impacto económico-financeiro que a pandemia de Covid-19 está a ter no Futebol cabo-verdiano?

Mário Semedo - O impacto é real, embora não tenha dados que possa precisar, mas veja os jogadores cujo rendimento vinham dos clubes, que, por sinal , tiveram de cancelar as suas atividades, e os jogadores deixaram de ter os rendimentos. Mas, não é só o impacto económico – financeiro, mas também o impacto social.

A crise da pandemia tem contribuído para o cancelamento do campeonato nacional. Em termos de prejuízos, o que representa esta situação para o futebol nacional?

- O cancelamento das provas foi um duro golpe e constituiu um prejuízo grande, pois foram investidos mais de 3 mil contos para a retoma e tudo foi para água abaixo.

Retoma de compeonato nacional e projetos estruturantes

Quando será retomado o campeonato nacional?

- A FCF não tem essa informação. Áliás, nos dois estados de calamidade declarados com as competições a decorrer, soubemo – los pela comunicação social.

Quais os principais projetos que a FCF tem em curso ou que pretende realizar?

- Desenvolveu-se vários projectos importantes, como o Laboratório de Inovação e Data Analytics, o CV Connect, a Gestão de qualidade (na fase final), o ranking dos clubes, estes do ponto de vista de desenvolvimento institucional. Mas também, a nível dos transportes em que foram postos à disposição das Associações Regionais, 7 autocarros, a nível das infra-estruturas, nomeadamente, a requalificação do Estádio Adérito Sena, a remodelação do Centro de Estágio da Praia, o arrelvamento do Estádio da Várzea, do Estádio 5 de Julho , em S. Filipe no Fogo e o Estádio 25 de Julho, em Santa Cruz.

A FCF tem prevista a construção de novos centros de estágio em outras ilhas do País. Poderia especificar as ilhas que serão contempladas e montantes a serem utilizados?

- O nosso propósito é investir, cada vez mais, nas infra-estruturas, se possível alargar a todas as regiões desportivas. Entretanto, tais investimentos dependem, também, da vontade e das opções das Câmaras Municipais. A nossa intervenção é , sobretudo, na mobilização dos recursos junto da FIFA.

Grande apoio da FIFA e relações com as Câmaras Municipais

Como tem sido as relações de cooperação entre a FCF e as Câmaras Municipais?

- Com a maioria das Câmaras têm sido muito boa. Existem Camaras com as quais não existem essas relações de cooperação, porque nunca manifestaram essa vontade.

Qual tem sido o impacto da ajuda/cooperação da FIFA em relação à FCF e ao futebol cabo-verdiano, em particular?

- Enorme. Não só a nível das infra-estruturas, mas também no domínio da formação, da seleção nacional, entre outros aspetos.

Como é que perspetiva, em tempos de covid-19, o futebol nacional, para os próximos tempos, com destaque para os constrangimentos/dificuldades que deverão ser ultrapassados?

- Não se afigura fácil, depois de 2 anos sem competições. Defendo que a retoma deve ser discutida com o Governo, não só para se selar alguns compromissos, mas também, para se discutir apoios para a retoma.

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