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Federação Internacional para os Direitos Humanos condena ameaça a ativista moçambicano 31 Agosto 2022

A Federação Internacional para os Direitos Humanos (FIDH) condenou hoje alegadas ameaças ao ativista moçambicano Adriano Nuvunga, exigindo uma “rápida investigação ao caso”, refere aquela organização em comunicado.

Federação Internacional para os Direitos Humanos condena ameaça a ativista moçambicano

No dia 15, Adriano Nuvunga, diretor da organização não-governamental (ONG) Centro para a Democracia e Desenvolvimento (CDD) encontrou duas balas de AK-47, uma das quais contendo o seu nome, no quintal da sua residência, disse o próprio à Lusa.

“As câmaras de vigilância mostram que as balas foram jogadas para a minha residência por dois homens, que depois colocaram-se em fuga. Isto por volta das 05:00 [menos uma em Lisboa] de segunda-feira”, afirmou.

No comunicado, a FIDH exige que o esclarecimento do episódio seja “rápido, aberto e transparente” e que os autores sejam “levados à justiça”.

Assinalando que o ativista comunicou atempadamente o sucedido ao Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic), aquela organização internacional nota que, “lamentavelmente, Moçambique tem uma história infeliz de impunidade em relação a ataques contra defensores dos direitos humanos”.

“Este ato macabro acontece num contexto de crescente cerceamento do espaço cívico e tentativas de bloqueio das atividades das organizações da sociedade civil”, lê-se no comunicado.

O incidente, continua, também demonstra um crescente padrão de alegadas ameaças com motivações políticas contra Adriano Nuvunga.

A organização lembra que em 2020 o ativista recebeu ameaças através de chamadas telefónicas anónimas de três pessoas desconhecidas, que diziam que uma bomba tinha sido colocada na sua casa.

“Por isso, apelamos às forças de segurança em Moçambique para uma pronta e imparcial investigação desta questão, dado que todos estes incidentes não podem ser vistos como isolados”, refere a FIDH.

Os ativistas dos direitos humanos observam que a ameaça à vida de Adriano Nuvunga acontece num contexto em que o visado tem sido crítico sobre a forma como o Governo tem respondido ao descontentamento da população face ao agravamento da situação económica no país.

Além de ser diretor do CDD, Adriano Nuvunga é uma das vozes mais sonantes e críticas na sociedade civil moçambicana, já dirigiu também o Centro de Integridade Pública (CIP) e é professor de Ciências Políticas na Universidade Eduardo Mondlane (UEM), a mais antiga instituição de ensino superior em Moçambique.

A Semana com Lusa

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