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Filipinas: "É flagrante a semelhança entre Marcos e Nixon e Duterte e Trump", diz jornalista que divide o seu tempo entre redação e tribunal como ré 11 Maio 2019

A jornalista Maria Ressa, de 55 anos, dirige o site ’Rappler’ tido como o órgão noticioso filipino mais fiável da atualidade. É que ela e a sua equipa são os únicos a noticiar as execuções sumárias — com mais de 20 mil mortos — nos três anos do presidente Rodrigo Duterte, mesmo se isso implica que Maria Ressa tenha de passar metade do seu tempo sentada no banco dos réus.

Filipinas:

Duas batalhas ocorrem ao mesmo tempo no solo filipino, diz a jornalista em entrevista à agência noticiosa francesa em Manila esta quarta-feira, 8. Uma é em referência à liberdade de expressão. Ela sabe do que fala: só este ano já foi presa duas vezes, "numa maquinação entre o regime e o poder judicial para silenciar a imprensa livre". Silenciar quem noticia o que acontece ao cair da noite nos bairros pobres da cidade.

A outra batalha, a dos esquadrões da morte a realizar o que designam de "limpeza". Os "suspeitos de consumo de droga, nem é preciso provar, são abatidos" sumariamente, sem inquérito, sem tribunal.

A força de Duterte que ganhou as eleições prometendo eliminar todos os males da sociedade filipina assenta no sentimento de insegurança que os cidadãos vivenciam há décadas.

A jornalista refere que ao ler os documentos das relações EUA-Filipinas, recém-desclassificados, nota o evidente paralelo entre o hoje e o passado. Há 47 anos a CIA informava o presidente americano Nixon sobre a imposição da lei marcial por Ferdinand Marcos (1965-1986).

Em 2019 sob Trump como há décadas sob Nixon, o presidente nas Filipinas tem o apoio do chefe da primeira potência, ambos eleitos com promessas populistas.

Fontes: Le Monde/AFP.

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