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Fogo: Águabrava define “critérios objectivos” para ligação de água para rega 28 Fevereiro 2022

O conselho da administração da Empresa Intermunicipal de Águas (Águabrava) aprovou na sua última reunião “critérios objectivos” para o fornecimento de água para a rega nas ilhas do Fogo e Brava.

Fogo: Águabrava define “critérios objectivos” para ligação de água para rega

Dado ao elevado número de pedidos pendentes neste momento, mais de uma centena nas zonas norte e sul da ilha do Fogo, com excepção de Mosteiros, o administrador/delegado da empresa, Rui Évora, disse que o conselho estabeleceu um conjunto de “critérios objectivos” para satisfazer os pedidos de água de rega.

Dos critérios propostos e por ordem de importância, este indicou, a disponibilidade de água, a menor quota de elevação, a existência de um estudo de viabilidade técnica e económica do investimento ou a existência de uma declaração da delegação do Ministério do Ambiente e Agricultura.

Esta deve onfirmar as condições do requerente para a prática de agricultura, a disponibilidade de rede e a prática de fruticultura ou horticultura com tarifa de água domiciliária e a existência de reservatório para armazenagem de água.

Segundo Rui Évora, dos critérios estabelecidos, um é considerado como obrigatório a sua apresentação, que é o estudo de viabilidade técnica e económica do investimento, ou a existência de uma declaração da delegação do Ministério do Ambiente e Agricultura.

“Apesar da responsabilidade da gestão de água da rega representar um prejuízo relevante, a empresa vai continuar a fazer esforços no sentido de reforçar a disponibilidade de água de rega”, referiu Rui Évora, sublinhando que os esforços poderão ficar comprometidos ou condicionados caso a empresa tiver que continuar a suportar sozinhos os encargos financeiros da gestão de água de rega.

Os pedidos pendentes estão relacionados com a agricultura, já que para o sector da pecuária, a empresa tem estado a atender os pedidos sem condicionalismo, porque o volume de água “não é tão expressivo”.

No Município de Mosteiros, explicou, os pedidos de ligação de água para agricultura têm sido respondidos pontualmente tendo em conta que a “disponibilidade de água é relativamente superior à demanda” para consumo urbano e para as actividades agropecuárias existentes.

O administrador/delegado da Águabrava indicou que a empresa vai avançar com uma campanha de prospecção e mobilização de água subterrânea, através de cinco furos, sendo dois na zona norte, dois na zona sul e um em Chã das Caldeiras.

“Em quatro dos cinco furos, já que o de Chã das Caldeiras é exclusivamente para abastecimento à população, prevemos mobilizar cerca de 730 a 750 metros cúbicos de água/dia, o que representa um aumento na ordem dos 15 a 20 por cento (%) do volume de água explorado”, afirmou Rui Évora.

Destacou ainda que desse volume, 70% pode ser destinado à agricultura, significa que com a execução da campanha o sector terá mais 500 metros cúbicos de água/dia, o que daria para irrigar dez a 15 hectares.

“Não sei se é suficiente para atender os mais de 100 pedidos pendentes, porque desconheço a área associada a estes pedidos”, pontuou Rui Évora, esclarecendo que o problema não se coloca somente no volume de água.

“Mesmo tendo mais água poderemos não estar em condições de reforçar o volume de água fornecido para agricultura se a empresa continuar a suportar sozinha os prejuízos financeiros resultando da gestão de água para rega”, concluiu. A Semana com Inforpress

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