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Fogo: Aterro controlado intermunicipal enquadra-se na política de reforço de segurança sanitária – ministro do Ambiente 11 Julho 2022

A construção do aterro controlado intermunicipal enquadra-se na política de reforço de segurança sanitária do país definido pelo Governo, através do Fundo do Ambiente, disse hoje o ministro Gilberto Silva.

Fogo: Aterro controlado intermunicipal enquadra-se na política de reforço de segurança sanitária – ministro do Ambiente

O ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, que presidiu o acto inaugural da primeira fase da construção do aterro controlado avançou que o Governo definiu directivas de reforço de segurança sanitária que inclui, não só a água, como o saneamento em termos de redes e tratamento de esgotos e resíduos sólidos, matadouros, casas de banho e tudo aquilo que contribui para o reforço da segurança sanitária.

Quanto ao aterro, Gilberto Silva felicitou os foguenses por esta infraestruturas, observando que valeu a pena o intermunicipalismo no tratamento dos resíduos sólidos urbanos para resolver a gestão dos resíduos sólidos urbanos na ilha do Fogo.

“Este aterro controlado é um passo intermédio até um aterro sanitário definitivo que terá acoplado um centro de triagem para valorização dos resíduos sólidos urbanos, uma infraestrutura que serviria melhor a ilha do Fogo”, disse o titular da pasta do Ambiente para quem a importância do aterro é “muito grande”.

Com esta infraestrutura, explicou, vai ser possível eliminar o passivo ambiental, mas acima de tudo acabar com a poluição, destacando que com isso a ilha deixar de ter lixeiras a céu aberto para ter um aterro controlado, um espaço vedado, controlado onde os resíduos são cobertos com terra.

Gilberto Silva destacou que as câmaras souberam trabalhar em comum e em parceria com o Governo que assegurou além do terreno, 40 mil contos, observando que tem a consciência de que esse valor não vai chegar para o desafio que a gestão dos resíduos sólidos urbanos impõe à ilha.

“O Governo continuará firme nesta política, disponível para colaborar com as três câmaras municipais, financiando os investimentos estruturantes necessários, como infraestruturas físicas, maquinarias, formação, se necessário, e assistência técnica para que se possa continuar neste progresso de eliminação e selagem das lixeiras existentes, melhoria do aterro com olhos postos num aterro sanitário definido”, advogou Gilberto Lima, lembrando que “não são custos adicionais, mas investimentos”.

Para o ministro da Agricultura e Ambiente este aterro é um dos exemplos da boa aplicação do Fundo do Ambiente.

O presidente da Associação dos Municípios do Fogo e da câmara de São Filipe, Nuías Silva, disse que o momento se não histórico, pelo menos, é simbólico para a ilha, porque, explicou, o passivo ambiental que a ilha do Fogo tem não comporta com aquilo que é condição de Reserva Mundial da Biosfera que ostenta.

A ilha tem três lixeiras a céu aberto, sendo a maior lixeira a de São Filipe que além de ser o maior passivo ambiental cria constrangimentos por se localizar nas proximidades de um hospital regional e numa zona turística de excelência e que podia estar a servir a ilha, em termos de oferta turística, de emprego e empregabilidade, mas tem constrangido todo o processo de desenvolvimento da ilha.

Nuías Silva indicou que para poder selar as lixeiras e arranjar outra solução para tratamento de resíduos sólidos urbanos (RSU) e sua valorização, os três presidentes das câmaras juntamente com o Governo avançou com aterro controlado já que um aterro sanitário o valor era incomportável para mobilização imediata para desactivar o passivo ambiental.

“Dotar a ilha desta infraestrutura importante marca um ponto de viragem daquilo que é a qualidade ambiental que a ilha tem de oferecer doravante”, disse o autarca, observando que o passo seguinte é colocar o espaço a funcionar, iniciar o processo de selagem das lixeiras e trabalhar com o Governo, através da Agência Nacional de Águas e saneamento (ANAS) para num breve espaço de tempo desactivar as lixeiras.

A segunda fase, segundo o autarca, passa pela criação de espaços para depósitos de escombros e de valorização do lixo, uma cortina vegetal, a aquisição das maquinarias, dentro do plano de investimentos, para poder ter um aterro verdadeiramente controlado onde todo o lixo depositado seja coberto e cilindrado de modo a não ter inconveniências, quer do cheiro, criação de pássaros, de moscas e de outros insectos que são passíveis de se criar numa lixeira.

Em nome dos seus homólogos de Santa Catarina do Fogo e de Mosteiros, Alberto Nunes e Fábio Vieira, respectivamente, Nuías Silva agradeceu o Governo e pediu que continue a apoiar as câmaras para que este aterro venha a ser um exemplo a nível nacional.

Para o futuro avançou que será criada uma gestão intermunicipal desta unidade e trabalhar na desactivação das lixeiras, observando que para a gestão será mobilizada a capacidade interna para operacionalizar com recursos próprios, mas na parte da desactivação das lixeiras espera, caso vier a ser necessário algum esforço financeiro adicional que o governo apoie as câmaras neste sentido.

O aterro controlado tem um formato côncavo com uma área total de quatro hectares e meio com uma área das infraestruturas de apoio com cerca de 62 metros quadrados, área de armazenagem de material recicláveis com 559 metros quadrados e outra de servidão e de material de aterro com 925 metros quadrados, vedação para animais e vedação vegetal.

Esta infraestrutura tem uma produção diária de Resíduos Sólidos Urbanos determinado pelo produto da capitação pela população, estimado em 762 toneladas/ para Santa Catarina do Fogo, 1.927 toneladas/ano para Mosteiros e 6.189 toneladas/ano para São Filipe. A Semana com Inforpress

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