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.Fogo: “Bicho de água” não é um problema para agricultura mas preocupante para as residências, técnico do INIDA 21 Agosto 2022

A presença em grande quantidade de “Bicho d’água – orthomorpha coarctata” na localidade de Campanas de Baixo não constitui perigo para a agricultura, mas é “preocupante” para as residências, disse este sábado o técnico vegetal do INIDA, Gilbert Silva.

.Fogo: “Bicho de água” não é um problema para agricultura mas preocupante para as residências, técnico do INIDA

Na sequência do pedido da população de Campanas de Baixo, um técnico do Instituto Nacional de Investigação Agrária (INIDA) deslocou-se à ilha do Fogo para inteirar-se da situação.

Depois de visitar a comunidade de Campanas de Baixo e outras localidades húmidas da ilha, Gilbert Silva disse que se trata de um bicho pertencente à família das espécies de Mil-pés “spinotarsus/banderemica caboverdus” que existe em Cabo Verde, sublinhando que no país existem 15 espécies do grupo de Mil-pés e que a espécie “mais preocupante” é a que está em Santo Antão.

Gilbert Silva avançou que este bicho que na ilha do Fogo é chamado de “bicho d’água” e em Santiago de “cunhada” é um bicho que só aparece quando existem condições de humidade, observando que é a primeira vez que se regista em número exagerado.

A sua presença não resume a Campanas de Baixo porque foi encontrado também nalgumas zonas húmidas, nomeadamente Cutelo Alto, nos Mosteiros, mas não em quantidade exagerada como em Campanas de Baixo.

“É preocupante para as residências e para as pessoas que estão nas casas infestadas”, referiu Gilbert Silva, observando que é um bicho da família de Mil-pés, mas a sua particularidade é que está mais voltado para a decomposição de matéria orgânica, sendo assim importante para fertilização de solo e para agricultura não constitui um problema, mas até uma solução e mais-valia porque ajuda na fertilização.

“Entendemos a preocupação da população de Campanas de Baixo e das famílias onde está em número exagerado, mas vimos que há casas sem a presença do bicho e tudo depende das condições de humidade”, destacou o técnico do INIDA.

Para evitar a sua entrada nas habitações, o técnico recomenda a construção de barreiras que devem ser colocadas nas portas e nas janelas, mas também a sua eliminação, através da colocação dos mesmos na água.

Para as portas aconselha as famílias a usarem barreiras feitas de tecido e terra, aquilo que se chama de “chouriço” para colocar à frente das portas e para as janelas a utilização de tecidos ou plásticos à volta para evitar a sua entrada facilmente.

Este não aconselha a utilização dos produtos utilizados para o combate a outras pragas ou insectos, como pesticidas e insecticidas, explicando que há riscos na utilização dos produtos químicos e que a nível de agricultura não aconselha a utilização dos produtos que usam no combate a outras pragas, de modo a garantir a segurança das famílias.

“Se utilizam esses produtos que o façam com muito cuidado para não contaminar as pessoas, sobretudo as crianças”, disse, lembrando que o bicho desaparece no período seco e com o sol.

Em relação à água das cisternas infestadas pelo bicho, Gilbert Silva aconselha as pessoas a não utilizá-la para o consumo humano, porque ao entrar na água liberta uma substância para se defender, tornando a água desagradável para o consumo humano, mas ela pode ser utilizada para outros fins, como agricultura e mesmo para os animais.

Gilbert Silva deixou claro que o “Bicho d’água – orthomorpha coarctata” não ataca as culturas de batata, mandioca e outras, porque não é uma praga, rematando que a espécie que existe em Santo Antão e que ataca as culturas, não existe na ilha do Fogo e não há motivos para preocupação. A Semana com Inforpress

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