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Fogo: Câmara de São Filipe prevê para Dezembro a chegada de água a Campanas de Cima – presidente 18 Agosto 2021

A Câmara Municipal de São Filipe fixou o próximo mês de Dezembro como horizonte temporal para que a rede de adução de água chegue a Campanas de Cima, extremo norte do município.

Fogo: Câmara de São Filipe prevê para Dezembro a chegada de água a Campanas de Cima – presidente

O anunciou foi feito segunda-feira pelo presidente da câmara de São Filipe, Nuías Silva, no acto de inauguração da primeira fase do projecto de abastecimento de água às populações das comunidades da zona norte alta de São Filipe.

O autarca disse esperar contar com o envolvimento do Governo nesta parceria com a câmara e Águabrava para concluir o projecto, iniciado há vários anos, até Dezembro próximo.

Nuías Silva mostrou abertura e disponibilidade da autarquia para trabalhar lado a lado com o Governo na mobilização de recursos e no financiamento de actividades que empoderam as comunidades, lembrando que a água é um bem precioso.

“Hoje é um dia histórico para estas comunidades com a chegada da água”, disse o autarca sublinhando que o projecto vai continuar até chegar Campanas de Cima e para tal uma frente de trabalho entre Ribeira Filipe e Campanas de Cima está a funcionar neste momento.

Uma outra entre Ribeira Filipe e Domingos Ledo será aberta nos próximos dias para se ter duas frentes ao mesmo tempo para que até Dezembro se possa concluir a segunda fase em Campanas de Cima.

Além da rede de água que se estende desde Inhuco até Domingos Ledo, inaugurado segunda-feira, 16, Nuías Silva avançou que o projecto contempla, neste troço, a ligação domiciliária de 300 famílias, devendo as pessoas dirigirem-se aos serviços competentes da câmara e da Águabrava para inscrição e ligação, esperando concluir as ligações domiciliárias, no máximo, dentro de três meses.

Ao todo, o projecto prevê a ligação de 550 famílias, já as comunidades entre Ribeira Filipe e Campanas de Cima vão beneficiar de 250 ligações, tendo o presidente da câmara solicitado o Governo, que tem directiva para financiamento, a mobilização de mais recursos para beneficiar mais famílias, no âmbito do Fundo de Ambiente, que contempla questões de água e saneamento.

O ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, que representou o Governo no acto, parabenizou a população, “que passou muitos anos sem acesso a água canalizada”, mas que passou a tê-la, razão porque considerou tratar-se de“um momento histórico”.

Gilberto Silva indicou que o Governo vai continuar a trabalhar “de forma afincada” com todos os municípios para que a água chegue a casa de todos de forma canalizada.

O Governo, no seu programa, sublinhou, decidiu que os recursos do Fundo do Ambiente passam a ser utilizados, “preferencial e prioritariamente”, para assuntos relacionados com segurança sanitária da população, como acesso a água e saneamento, melhoria da gestão de lixo e condições dos matadouros para melhorar a qualidade de vida, qualidade ambiental e saúde.

“Pela segunda vez estamos a conseguir que a água chega a 1.200 metros de altitude com um sistema de bombagem com sete estações”, disse Gilberto Silva, adiantando que esta mudança está a acontecer em todas as ilhas montanhosas, com utilização de tecnologia e recursos financeiros disponíveis para que população que não previa ter água passa a dispor da mesma e tenha assim melhores condições de saúde, além de diminuir o tempo gasto à procura de água, sobretudo por parte das mulheres, dedicando mais tempo a educação e outras tarefas importantes.

Os ganhos, segundo o mesmo, têm a ver com a aposta cada vez maior na energia renovável e a título de exemplo apontou o caso de Águabrava que já começou a reduzir os custos com a produção de água devido a utilização de energias renováveis.

Gilberto Silva referiu ainda que o Governo, no seu programa de transição energética, vai apoiar as entidades gestoras na criação de condições para investir e alargar o acesso e utilização de energias renováveis às entidades gestoras para reduzir custos de produção de água e ficar menos dependente de importação de energia fósseis.

“Os recursos do Fundo do Ambiente devem ser utilizados de forma eficiente em projectos que melhoram as condições de vida de pessoas de forma colectiva”, disse Gilberto Silva, indicando que apesar de nos últimos cinco anos o país ter conseguido passar de 38,1 litros de água/dia por pessoa para 43,8 litros, a meta é aproximar dos 90 litros de água/dia por pessoa.

Estas localidades eram abastecidas através de auto-tanques e as famílias passavam grandes dificuldades não com a insuficiência de água disponibilizada como o preço que é elevado, mesmo nas condições subsidiadas, razão pela qual as pessoas de Domingos Ledo e Velho Manuel não esconderam as suas satisfações.. A Semana com Inforpress

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