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Fogo: Candidatos defendem aterro sanitário controlado e mais infra-estruturas para a ilha 12 Abril 2021

A campanha eleitoral no Fogo prossegue com as candidaturas dos dois partidos do arco do poder ( MpD e PAICV) a defenderem a construção de um aterro sanitário controlado para servir os três municípios locais. A UCID continua com as ações de terreno suspensas e considera que ilha carece de infra-estruturas básicas para o seu desenvolvimento.

Fogo: Candidatos defendem aterro sanitário controlado e mais infra-estruturas para a ilha

A cabeça-de-lista do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) para o Fogo, Eva Ortet ,é da opinião de que a ilha tem que ter um aterro sanitário para servir os três municípios da lha, propondo que a questão da lixeira seja resolvida nesta legislatura de 2021/2026.

“A nossa proposta é para se construir um aterro sanitário para os três municípios, em que se começar a trabalhar o projecto para a rede de esgotos nos três centros urbanos da ilha (São Filipe, Cova Figueira e Igreja)”, disse a cabeça-de-lista do partido da estrela negra.

Eva Ortet assume que os outros compromissos tem a ver sobretudo com a ligação de energia e água a todas as famílias da ilha, mas também com a resolução das promessas não cumpridas pelo anterior governo para Chã das Caldeiras, nomeadamente a situação das famílias que ainda estão no regime de renda há mais de cinco anos.

O assentamento foi “prioridade das prioridades” para Chã das Caldeiras e passados cinco anos não há assentamentos quaisquer e 39 famílias estão sem casas”, denuncia a candidata a deputada, acrescentando que a construção da Adega definitiva ainda não saiu do papel, assim como as infra-estruturas básicas.

Por sua vez, a candidatura do MpD, através do cabeça-de-lista Filipe Santos, avançou que os compromissos e as propostas para o próximo mandato vão no sentindo de, através de uma parceria entre as três Câmaras Municipais do Fogo e com o apoio do Governo, construir um aterro sanitário controlado intermunicipal e promover assim o encerramento da lixeira municipal de São Filipe. Sublinha que apesar de não constar de forma clara na plataforma eleitoral, o MpD defende também a rede de esgotos para a cidade de São Filipe.

Quanto aos outros centros urbanos como as cidades de Cova Figueira (Santa Catarina) e Igreja (Mosteiros), afirmou que não está prevista para esta legislatura a construção da rede de esgotos, que “ainda não é prioridade das prioridades”.

Para o sector de saneamento, Filipe Santos diz que a outra proposta para os próximos cinco anos tem a ver com o reforço da construção de casas de banho em todas as residências que ainda não dispõem de instalações sanitárias, assim como a ligação domiciliária de água e de energia eléctrica, mas também a reabilitação de todas as casas de famílias pobres dos grupos um e dois inscritos no cadastro social único.

Quem também não está indiferente a esses problemas é o cabeça-de-lista da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID). Pedro Ribeiro considera que o Fogo carece das infra-estruturas básicas para o seu desenvolvimento. Tudo por ser uma ilha onde a miséria e a pobreza atingem um nível elevado, dispondo de uma população a viver com “extremas dificuldades”.

A candidatura da formação liderada por António Monteiro diz ter identificado “uma falta tremenda de infra-estruturas básicas” na ilha do vulcão e que os políticos têm o dever de criar todas as condições para que o Fogo decole, cresça e se desenvolva nos próximos tempos.

Para Pedro Ribeiro, a construção de cais e porto de médias dimensões nos Mosteiros e em Santa Catarina, mais investimentos na modernização do porto do Vale dos Cavaleiros e a construção de um verdadeiro cais de pesca em São Filipe são algumas infra-estruturas defendidas pela UCID. Esta defende ainda a realização de um estudo detalhado para a construção de um hospital moderno e funcional, de um aeroporto nos Mosteiros e um aterro sanitário para o Fogo.

Pedro Ribeiro conclui que a inexistência de incentivos e apoios necessários para os sectores de transporte, saúde, agricultura, pescas e juventude durante os últimos cinco anos também contribuíram para a estagnação da ilha do Fogo.

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