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Fogo: Cidadão dinamarquês condenado a cinco anos de prisão, suspensa sob condição de doar 500 mil escudos a cinco instituições sociais 23 Junho 2019

O tribunal de São Filipe condenou, esta sexta-feira, o cidadão dinamarquês Morten Vicent a cinco anos de prisão, suspensa por igual período sob condição de pagar, em seis meses, 500 contos a cinco instituições de cariz social.

Fogo: Cidadão dinamarquês condenado a cinco anos de prisão, suspensa sob condição de doar 500 mil escudos a cinco instituições sociais

Morten Vicent, casado com uma cidadã cabo-verdiana e residente há vários anos na ilha do Fogo, onde tem investimento no sector do turismo, foi julgado por alegadamente ter agredido, a 11 de Julho de 2016, um emigrante com uma arma de fogo e de receber a tiros agentes da Policia Nacional que se deslocaram à sua residência.

O advogado Nilton Nunes, que acompanhou todo o processo, disse à Inforpress que o cidadão foi condenado pelos três crimes de armas, dois de disparo e um de resistência contra as autoridades e absolvido do crime de intimidação a população, tendo o tribunal lhe condenado numa pega única de cinco anos de prisão.

Conforme a mesma fonte, a suspensão foi sob condição de, no prazo de seis meses, Morten Vicent terá de fazer prova de que dou o valor de 500 mil escudos a cinco instituições, pois caso contrário a suspensa fica revogada e passa a cumprir os cinco anos de prisão.

De acordo com a mesma sentida lida, o tribunal declarou perdidas, a favor do Estado, as armas apreendidas nas buscas efectuadas na altura na residência e estabelecimentos do arguido, nomeadamente uma metralhadora automática, supostamente utilizada nos disparos contra agentes da polícia, duas espingardas de ar comprimido para caça, uma caçadeira e uma arma conhecida como “besta”, que é um dispositivo composto por arcos e fechas com pontas metálicas, e as centenas de munições para serem destruídas.

O advogado referido adiantou à Inforpress que não vai recorrer da sentença do tribunal da primeira instância, porque desde início defendeu a suspensão da pena e não uma prisão efectiva, pese embora considere a sentença “um pouco pesada”.

Os outros dois envolvidos no processo, ambos cidadãos nacionais, foram condenados a pena de multa.

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