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Mais de 300 animais atacados por cães vadios no Fogo: Criadores revoltados com situação expõem parte de cabras mortas frente à Câmara de São Filipe, mas Edil Jorge Nogueira não os recebeu 30 Maio 2020

A situação é grave, como se pode ver nas fotos ( parte de animais mortos dos mais de 300 atacados ultimamente) no Município de São Filipe do Fogo. Por isso, um grupo de criadores de gado caprino da zona sul da ilha, revoltados com a acção dos cães vadios, expuseram, hoje, parte de cerca das 40 cabras mortas nas últimas horas, à frente do edifício da câmara de São Filipe. Insensível ao problema, o Edil Jorge Nogueira sequer se disponibilizou para encontrar com os criadores de gado, que contabilizam mais de 300 animais atacados e mortos nos últimos dias na região(ver imagens no roda pé desta peça), prometendo apenas um encontro com os mesmos, cuja data está ainda por ser marcada.

Mais de 300 animais atacados  por cães vadios no Fogo: Criadores revoltados com situação expõem parte de cabras mortas frente à Câmara de São Filipe,  mas Edil Jorge Nogueira não os recebeu

Segundo a Inforpress, depois de na noite de quinta para sexta-feira os criadores terem denunciado que perderam mais de quatro dezenas de cabeças de cabras que foram atacadas por cães vadios, na noite de sexta-feira para sábado. Esses cães voltaram a atacar e a matar mais 32 cabeças de cabra e ferido cerca de 20 outras cabras.

António de Andrade, um dos criadores de gado da localidade de Jardim que na noite de sexta-feira perdeu 15 cabeças, estando mais 16 feridos e em risco de vida, juntamente com mais quatro criadores, igualmente vítimas da ação de cães vadios, avançou à Inforpress que levaram parte dos animais para que as autoridades tomem consciência no sentido de encontrar uma solução já que a situação é “insustentável”.

“Só na noite de ontem foram 32 cabeças. Mas na zona sul, entre Salto, Jardim, Batente e Patim, uma média superior a 300 cabeças de gado caprino foram atacados e mortos pelos cães vadios nos currais”, disse António Andrade, sublinhando que decidiram expor os animas mortos à frente da câmara para que o presidente e o próprio Governo, possam entender a dimensão da situação, já que eles vivem da criação dos animais.

Este explicou que passam o dia a cuidar dos animais e que só regressam à casa à noite para o descanso, sublinhando que é desolador no dia seguinte deparar com o cenário como o encontrado nos últimos dias pelos criadores, acrescentando que qualquer dia ficam sem meio para a sobrevivência deles e das suas famílias.

Segundo ainda a Inforpress, este criador espera que as autoridades locais e nacionais encontrem uma solução o mais urgente possível para com os cães vadios, lembrando que as pessoas não comem carne de cão e que nem produzem leite e queijo.

“Todos nós vivemos da criação de animais e as autoridades devem tomar as medidas necessárias”, referiu, António Andrade, em nome dos seus companheiros.

A Inforpress constatou que o presidente da câmara de São Filipe não esteve no local e nem quaisquer autoridades locais, apenas cidadãos anónimos que rapidamente aglomeraram-se no local para solidarizar e apoiar os criadores, sendo que todos defendem a implementação de medidas necessárias e urgentes para travar a ação dos cães vadios no centro sul de São Filipe.

É que os criadores defendem o combate a cães vadios que estão a atacar os animais, já que, nos últimos anos, todos os dias há relatos da situação do género, não só na zona sul, mas em toda a ilha do Fogo.

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