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Fogo: Deputados do PAICV dizem que há “um total abandono” do mundo rural por parte do Governo 16 Fevereiro 2022

O mundo rural foi abandonado pelo atual Governo e a população enfrenta uma situação difícil, afirmam os deputados do PAICV, Eva Ortet e Luís Pires, ao concluirem a visita de trabalho ao círculo eleitoral do Fogo.

Fogo: Deputados do PAICV dizem que há “um total abandono” do mundo rural por parte do Governo

No dizer dos mesmos, com a “subida generalizada” dos preços dos produtos “a situação social das famílias é crítica e do gado alarmante”, com “saída desenfreada de animais” para a Cidade da Praia e Boa Vista, devido a falta de pasto e porque o aumento do preço do milho e da ração não deixa outra alternativa.

“O Governo tem estado a subsidiar os criadores durante estes anos e não se entende porque deixou de fazer agora em que a situação é mais crítica”, referiu a deputada Eva Ortet, para quem a “insensibilidade” do ministro da Agricultura para com os problemas do mundo rural lhe deixa mais preocupada.

Os dois parlamentares avançaram que em relação à implementação do programa da mitigação da seca e do mau ano agrícola, as informações recolhidas junto dos criadores e agricultores “não são animadoras! e acusam o Governo e a Delegação do Ministério da Agricultura e Ambiente de “pouco fazerem” para, de facto, defender os interesses dos que estão a sofrer com a seca e o mau ano agrícola.

Os criadores voltam a afirmar que não existe Delegação do Ministério da Agricultura e Ambiente no Fogo e apontam que a mesma “não tem um único técnico veterinário”, neste momento, para socorrer os criadores, questionando o papel de fomento e assistência deste sector.

Além disso, o delegado tem sido “muito contestado” e presta “um mau serviço”, e a deputada questiona para que serve um delegado que para dar dados técnicos ou estatísticos tem de primeiro pedir autorização à tutela.

Os deputados destacaram o “grande esforço” da Empresa Intermunicipal de Águas (Águabrava) para mobilizar mais água e a um custo mais reduzido para agricultura e pecuária porque, explicaram, o Governo “nunca se preocupou” com mobilização de água, a não ser como anúncio.

Para a mesma fonte, é falso de que o Governo tem mobilizado mais água para agricultura na ilha do Fogo, justificando que para além do furo de Chã das Caldeiras que encontrou financiamento e garantido para repor o sistema de abastecimento de água que foi destruído pela erupção vulcânica de 2014, e o furo de Ilhéu de Pena, “não fez quaisquer outras perfurações nos últimos seis anos”.

“É preciso lembrar que só no período 2011/16 foram realizadas 17 perfurações na ilha, das quais dez foram equipadas”, destacou Eva Ortet, sublinhando que “a boa notícia” neste momento é que a Águabrava já lançou concurso para cinco novas perfurações e vários criadores já beneficiaram de água para pecuária a preço mais acessível.

No entanto, referiu que existem muitos pedidos pendentes para agricultura aguardado respostas o que contraria, segundo a mesma fonte, esta falácia de que há mais mobilização de água, referindo que a água para agricultura está mais cara, mesmo com retirada do IVA, e que neste momento os agricultores pagam 64 escudos por metro cúbico, mas quatro escudos do que anteriormente.

O arranque para breve do projeto para novas áreas irrigadas, beneficiando dez famílias das zonas de Santo António e Almada, deixa satisfeitos os deputados do PAICV, lembrando que foi um projeto pensado em 2012 e lançado em 2015 com execução e equipamento de dois furos, reabilitação do reservatório, construção do sistema de abastecimento, mas que foi interrompido com as eleições de 2016.

Igualmente o equipamento do furo de Outra Banda pela empresa Águabrava, deixa os parlamentares do PAICV optimistas quando ao arranque do projeto para esta localidade.

A Semana com Inforpress

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