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Fogo: Escolas secundárias com jardins botânicos no quadro do projecto melhorar conhecimento das espécies ameaçadas 15 Janeiro 2021

A associação de conservação e uso sustentável dos recursos, Projecto Vitó, está a instalar, em parceria com as quatro escolas secundárias da ilha, jardins botânicos nos referidos estabelecimentos de ensino.

Fogo: Escolas secundárias com jardins botânicos no quadro do projecto melhorar conhecimento das espécies ameaçadas

A criação dos jardins botânicos, segundo o director executivo do Projecto Vitó, Herculano Dinis, foi, segundo a Inforpress, uma das alternativas encontradas para a realização da actividade de educação ambiental nas escolas no quadro do projecto “melhorar o conhecimento pela conservação das espécies da flora ameaçadas de extinção nas ilhas do Fogo e da Brava”, já que devido à situação sanitária não foi possível realizar as palestras que estavam programadas.

“O ano passado foi complicado e a alternativa para a realização da actividade de educação ambiental foi, em parceria com a direcção das escolas, criar jardins botânicos nas escolas de forma a levar aos estudantes as informações sobre as plantas que podiam ter através das palestras”, referiu o director executivo.

Os jardins botânicos, cujo processo de instalação está mais avançado nas escolas secundárias Pedro Pires em Ponta Verde (São Filipe), complexo educativo Eduardo Gomes Miranda (Santa Catarina) e no liceu dos Mosteiros e mais atrasado na escola secundária Dr. Teixeira de Sousa (São Filipe), tem algumas características.

Herculano Dinis indicou que todas as plantas estão identificadas e bem descritas através de uma placa de identificação para cada espécie, o mesmo está sendo feito em parceria com as escolas e com a participação activa dos estudantes e é uma actividade que vai ter continuidade no tempo, através da melhoria das mudas das plantas e seguimento com as escolas para ver se os jardins estão a ser bem cuidados.

Outra particularidade é que os jardins contemplam exclusivamente as espécies endémicas de Cabo Verde, com enfoque nas espécies exclusivas da ilha do Fogo.

Esta actividade está no âmbito do projecto “melhorar o conhecimento pela conservação das espécies da flora ameaçadas de extinção nas ilhas do Fogo e da Brava”, é financiada por uma instituição internacional, o CEPF (Critical Ecosystem Partnership Fund – Fundo de parceria para ecossistemas críticos).

O valor do financiamento foi de 140 mil dólares e o término do projecto estava previsto para Janeiro deste ano, mas devido à boa execução e à situação da pandemia o projecto foi alargado por mais um ano, até Janeiro de 2022, com um acréscimo de mais 30 mil dólares, refere a fonte deste jornal.

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