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Fogo: Estragos provocados pela ventania dos últimos dias ainda por quantificar 11 Junho 2021

Os prejuízos provocados pela ventania que atingiu esta semana quase todas as localidades da ilha do Fogo estão por quantificar pelo Ministério da Agricultura, mas os agricultores consideram que são elevados.

Fogo: Estragos provocados pela ventania dos últimos dias ainda por quantificar

O Ministério da Agricultura e Ambiente, através da sua delegação em São Filipe, avançou à Inforpress que na sequência da ventania os agricultores, sobretudo os ligados ao setor da fruticultura, registaram “alguma perda” com destruição de produção de frutas, como manga e caju. "A título de exemplo, um agricultor contabilizou que perdeu mais de quatro centenas de quilos de mangas devido ao fator vento".

Ainda segundo a mesma fonte, o Delegado do Ministério da Agricultura e Ambiente, Jaime Ledo, disse que o serviço que dirige não tem a noção da dimensão dos prejuízos neste momento, tendo em conta que será refletido no resultado dos inquéritos cíclicos de produção de cada cultura que o Ministério da Agricultura faz periodicamente.

"A ventania fez-se sentir nos concelhos da ilha, mas a intensidade do vento foi maior na freguesia de São Lourenço, zona norte do município de São Filipe, área de maior concentração de fruteiras como mangueira e cajueiro", cita a Inforpress, acrescentando que apesar de se ter registado perdas na mangueira e cajueiro, o delegado referiu que se está, este ano, perante o ano de “contrassafra destas duas culturas”.

Refira-se que na zona de Campanas de Cima, onde houve alguma perda de mangas, ainda assim, os camponeses estão esperançosos que nem tudo está perdido, porque “ainda há mangueiras que estão no início de produção e que não foram afetadas”.
"Além da perda de mangueiras e cajueiros, este disse que outras culturas de regadio foram afetadas, nomeadamente na zona de Piquinho, em que um agricultor perdeu também parte da sua estufa e na zona baixa de Mosteiros, também se registou alguma perda na cultura de regadio", revelou o Delegado, citado pela Inforpress, sublinhando que ainda é cedo para quantificar os danos. "Só após o resultado dos inquéritos cíclicos das culturas teremos a noção das perdas”, concluiu Jaime Ledo", conforme escreve a nossa fonte.

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