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Fogo: Familiares do paciente transferido da ilha Brava preocupados com atraso no seu encaminhamento para Hospital Agostinho Neto 23 Dezembro 2022

Os familiares do paciente transferido, na semana passada, da ilha Brava para o Hospital Regional São Francisco de Assis, em estado grave, estão preocupados com o atraso no seu encaminhamento para o Hospital Central da Praia (HAN).

Fogo: Familiares do paciente transferido da ilha Brava preocupados com atraso no seu encaminhamento para Hospital Agostinho Neto

Verónica Alves, sobrinha do paciente Alberto Alves, procurou a Inforpress para denunciar os atrasos registados no encaminhamento do seu tio para o Hospital Dr. Agostinho Neto, na Cidade da Praia, para tratamento, acrescentando que a demora poderá ser fatal para que o mesmo fique “paralisado”.

Conforme a mesma fonte, esta disse que o tio caiu numa vala na cidade de Nova Sintra – Brava - e que as autoridades sanitárias da ilha, na ausência de meios para fazer o diagnóstico, encaminharam-no para o Hospital Regional São Francisco de Assis na ilha do Fogo, no passado dia 15 de Dezembro, no navio Liberdade, já que o mesmo veio numa ambulância, tendo dado entrada neste estabelecimento por volta das 13:00 horas do mesmo dia.

De acordo com a Inforpress, Verónica Alves avançou ainda que no próprio dia o médico que o atendeu determinou a realização de exames de radiologia, mas a chapa só foi analisada no dia seguinte (16), acrescentando que face à gravidade, o médico determinou o seu encaminhamento, de urgência, para o Hospital Agostinho Neto, para exames de tomografia e avaliação por um neurocirurgião para determinar as lesões e o tratamento necessário para recuperar a locomoção.

“A sobrinha disse que desde a queda o tio encontra-se imobilizado numa cama do hospital e não consegue realizar qualquer movimento, aguardando o seu encaminhamento para Praia”, escreve a Agência Caboverdiana de Notícias.

Como o mesmo terá de ser transportado em maca, segundo Verónica Alves, a informação que recebeu do hospital é de que não seria possível enviá-lo de avião, devido à indisponibilidade de lugar nos voos comerciais e que para accionar um avião de pequeno porte seria necessário um valor elevado que o governo não iria suportar e a família não tem condições de o fazer.

“A solução seria transportá-lo via marítima com recurso a uma ambulância, o que não aconteceu na última segunda-feira devido ao estado agitado do mar no porto de Vale dos Cavaleiros que não permitiu a deslocação do navio Liberdade”, indica Vernónica à Inforpress.

Nesta quarta-feira, 21, a sobrinha disse à Inforpress que conversou com a diretora do hospital sobre a possibilidade de encaminhá-lo nesse mesmo dia no Inter-ilhas, mas que essa dirigente garantiu que o tio seria encaminhado na quinta-feira (22) no Fast Ferry Liberdade, que aportou à ilha do Fogo, mas mesmo assim, e por razão que ela desconhece, o tio não foi encaminhado para a Cidade da Praia.

Conforme a Inforpress, os familiares apelam às autoridades sanitárias que resolvam o problema antes que seja tarde para que Alberto Alves possa recuperar-se da lesão que sofreu na coluna e na medula que o tem deixado paralisado neste momento e a “depender de terceiros”.

Já a diretora do Hospital Regional São Francisco de Assis, Liziana Barros, apesar de se encontrar de férias, disse à Inforpress que o atraso no encaminhamento do paciente para o Hospital Agostinho Neto deveu-se ao cancelamento da viagem do navio Liberdade na passada segunda-feira devido a mau tempo e que quinta-feira (22) provavelmente a agência que trabalha com o Ministério da Saúde não terá feito a ordem de embarque da ambulância. “A evacuação (transferência) está no sistema aguardando, é um paciente que deve ir na ambulância”, assegurou a diretora do Hospital São Francisco de Assis na ilha do Fogo, citado pela Inforpress.

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