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Fogo: Fundação Casa das Bandeiras passa a deter direitos autorais e vai reeditar obras de Teixeira de Sousa 20 Outubro 2021

Os herdeiros do médico e escritor foguense Henrique Teixeira de Sousa concederam à Fundação Casa das Bandeiras, detentora do espólio cultural do escritor, os direitos autorais das obras do mesmo, exceptuando o romance “Oh! Mar das Túrbidas Vagas”.

Fogo: Fundação Casa das Bandeiras passa a deter direitos autorais e vai reeditar obras de Teixeira de Sousa

O administrador da Fundação Casa das Bandeiras, Henrique Pires, disse à Inforpress que na qualidade de detentora dos direitos autorais esta instituição vai preparar junto da Biblioteca Nacional a reedição da coletânea de contos “Contra Mar e Vento”, editada em 1972, prevendo “uma grande tiragem” para que possa ser vendida a preço acessível aos estudantes.

Ainda segundo a mesma fonte, a Casa das Bandeiras vai mobilizador patrocinadores para a reedição das demais obras do escritor, que “melhor retratou a vivência da sociedade foguense”, sublinhando que a intenção é por ocasião do primeiro de Maio e no ano do centenário da elevação de São Filipe a categoria de cidade, ter todas, ou pelo menos, a maioria das obras de Teixeira de Sousa reeditadas.

Com a reedição das obras, muitas das quais não se encontram no mercado, a ideia é colocar os livros na livraria da Casa das Bandeiras, mas também nas demais livrarias do País, para que as pessoas possam ter acesso às obras do escritor.

Sobre o espólio cultural do médico e escritor Henrique Teixeira de Sousa, o responsável da Casa das Bandeiras disse já ter solicitado o apoio da Biblioteca Nacional e do próprio ministro da Cultura, que ficou de apoiar a fundação com um técnico especializado na organização dos documentos, incluindo a sua digitalização para que possa estar disponível ao maior número de pessoas.

“Contra Mar e Vento” (conto 1972) e “Ilhéu de Contenda” (1978) e que foi adaptada para o cinema pelo realizador Leão Lopes, “Capitão de Mar e Terra” (1984), “Xaguate” (1987), “Djunga” (1990), “Na Ribeira de Deus” (1992) e “Entre duas Bandeiras” (1994) são as obras que a Fundação Casa das Bandeiras tem luz verde para reeditar, ficando de fora desta lista o romance “Oh! Mar de Túrbidas Vagas” (2005).

Por outro lado, Henrique Pires indicou que a Fundação tem uma certa quantidade de materiais escolares mobilizados em Aveiro (Portugal) e que devem chegar nos próximos dias para serem distribuídos aos alunos das escolas da ilha.

Nesta sua deslocação à ilha do Fogo, Henrique Pires manteve um encontro de trabalho com a Câmara de São Filipe para preparação da festa da bandeira de São Filipe de 2022, que tem como festeiro a autarquia de São Filipe, e espera-se “uma festa diferente” e com “alguma dimensão”, porque coincide com a comemoração do centenário da elevação de São Filipe a categoria de cidade.
Este encontro preparatório aconteceu depois de o responsável da Casa das Bandeiras, na qualidade de parceira, e de representantes da Câmara de São Filipe, terem efetuado uma série de contactos na Cidade da Praia com possíveis patrocinadores.

A intenção, segundo Henrique Pires, é fechar o programa ainda este ano, possivelmente em Dezembro, lembrando que se trata de um programa conjunto da comemoração do centenário e das festas da bandeira, e por isso é um programa com atividades ao longo do ano.

A Semana com Inforpress

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