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Fogo: Hospital vai apostar na formação técnica e na área de humanização e empatia – diretora 08 Mar�o 2022

A direção do Hospital Regional São Francisco de Assis estabeleceu como prioridade primar pela formação dos seus profissionais, quer na área técnica como na de humanização, e empatia para “melhorar cada vez mais” o atendimento aos utentes.

Fogo: Hospital vai apostar na formação técnica e na área de humanização e empatia – diretora

A diretora deste estabelecimento hospitalar, Liziana Barros, considerou, em entrevista à Inforpress, que é “fundamental” apostar na formação dos recursos humanos, nas áreas social e humana, em matéria ligada a qualidade de atendimento, gestão de conflitos e forma de abordagem dos utentes que procuram o hospital.

“Às vezes, as pessoas que procuram o hospital estão um bocadinho fragilizadas e com humor um pouco mais exaltado, mas devemos saber a forma de tratar os utentes que chegam um pouco agressivos”, pontuou a diretora, para quem é preciso trabalhar as áreas de humanização e empatia para entender e contornar a situação.

Além da formação, o bom funcionamento requer recursos humanos, e, apesar do hospital ter sido reforçado com mais enfermeiros e ajudantes de serviços gerais durante a pandemia da covid-19, neste momento para poder prestar “um serviço de qualidade que se deseja” o São Francisco de Assis necessita “de pelo menos mais 14 enfermeiros”.

A título de exemplo, apontou que o banco de urgência precisa ter mais enfermeiros, porque, explicou, “dois enfermeiros por turno são poucos e terão de trabalhar muitas horas”.

Segundo a diretora, os enfermeiros do banco de urgência trabalham 12 horas de dia e 12 horas de noite, para depois terem 24 horas de descanso, sublinhando que com mais dois enfermeiros daria para aliviar o tempo de serviço.

Liziana Barros reconheceu que ter mais recursos humanos não depende só da administração do hospital, mas sim da estrutura central do Ministério da Saúde, adiantando que se forem injetados mais recursos humanos o hospital vai conseguir reforçar a maternidade, que é “uma área sensível”, e o serviço de medicina, que também precisa de reforço.

Em pessoal médico, a situação é considerada de satisfatória pela diretora do hospital, apontando que neste momento o São Francisco de Assis conta com quatro médicos clínicos gerais, um geriatra, que é o diretor clínico, três pediatras, incluindo a diretora do hospital, internista, cirurgião, ortopedista, dois gineco-obstetra, dois anestesistas, oftalmologista e psiquiatra.

“Precisamos mais reforço a nível de enfermagem que está na cabeceira dos doentes”, disse Liziana Barros.

Com relação ao serviço de cirurgia, o hospital conta com um cirurgião, mas tem um que se encontra temporariamente afetado à ilha do Sal, referiu a diretora, indicando que no serviço de ortopedia “o maior constrangimento” são materiais para cirurgia.

Por isso, precisou, os casos que não são possíveis de resolver localmente, são transferidos para o Hospital Central da Praia.

Quanto ao inquérito sobre o recém-nascido que faleceu em Novembro de 2021 quando se encontrava no aeródromo de São Filipe para ser transferido para o Hospital Central da Praia, Liziana Barros disse que o inquérito foi realizado por uma comissão do Ministério da Saúde, que ouviu todas as pessoas envolvidas, mas que ainda o relatório final não lhe chegou às mãos.

A Semana com Infopress

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