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Fogo: Ilha reclama e exige a devida atenção e resolução do problema dos transportes pelo Governo – CPR do PAICV 04 Novembro 2022

A Comissão Política Regional (CPR) do PAICV (oposição) denunciou hoje a situação dos transportes marítimos de e para a ilha, que “reclama e exige a devida atenção e resolução” do problema pelo Governo.

Fogo: Ilha reclama e exige a devida atenção e resolução do problema dos transportes pelo Governo – CPR do PAICV

Em conferência de imprensa, o presidente da CPR do PAICV, Luís Nunes, classificou de “caótica” a situação dos transportes marítimos de e para a ilha do Fogo e para toda a região Fogo/Brava, sublinhando que este “é mais um grito de indignação e revolta dos foguenses face à inoperância e à falta de vontade política do Governo para resolver esta situação que se agrava a cada dia que passa”.

Para a CPR, a situação traduz-se numa “autêntica regressão e um autêntico desrespeito para com as pessoas desta importante região”, sublinhando que desde 2017 que a situação dos transportes marítimos tem vindo a deteriorar-se, tornando-se “insustentável” com prejuízos para a economia local e operadores económicos da ilha.

“A falta de resposta e solução do Governo demonstra claramente o falhanço total deste governo em matéria de política de transporte marítimo e ao estado de abandono que a ilha do Fogo foi votada”, disse Luís Nunes, lembrando que num país arquipelágico a ligação entre as ilhas é fundamental para o desenvolvimento harmonioso e equilibrado e para conectar as ilhas entre si e com o mundo.

Para o PAICV, em matéria de transportes interilhas já se atingiu o ponto mais baixo e urge uma solução.

A alteração das rotas obrigando uma pessoa que quer viajar do Fogo para Santiago a comprar dois bilhetes de passagem: e a pernoitar, às suas expensas, sem as mínimas condições de dignidade, no chão do porto de Furna, na ilha da Brava, é, no dizer do presidente da Comissão Politica Regional do PAICV, uma situação caricata.

Luís Nunes disse que a ilha “reclama e exige a devida atenção e resolução do problema” pelo Governo e pela reguladora no sentido do cumprimento do contrato de concessão do serviço público pela concessionária CVI, com a reposição das rotas e frequências determinadas para garantir a ligação interilhas, questionando onde está o governo na defesa dos interesses do Fogo e da região Fogo e Brava.

Para o mesmo, a política do Governo em matéria dos transportes fracassou e é necessário definir uma nova política para este sector.

Na conferência de imprensa, Luís Nunes ajuntou que à grave situação dos transportes que “lesa” os superiores interesses do desenvolvimento da ilha e “hipoteca” o futuro da sua população, acresce a situação da falta de inertes para acabamentos nas obras da construção civil em curso, afectando milhares de pessoas e prejudicando gravemente a actividade económica.

“Os privados e os emigrantes querem investir no Fogo, mas não podem porque o Governo não resolve o problema da falta de inertes. As obras privadas estão praticamente paradas, os operadores desta área estão desesperados e os trabalhadores apreensivos com o seu futuro por falta de trabalho”, destacou o presidente da CPR do PAICV, solidarizando com todos os lesados por esta inação do Governo.

“Não basta a falta de investimentos públicos, que o Governo prometeu e não cumpriu, agora é o próprio Governo a não permitir que aqueles que querem investir na ilha do Fogo o façam”, referiu Luís Nunes, apelando ao Executivo para “colocar a ilha do Fogo na sua agenda de prioridade e encontrar, rapidamente, uma solução para os problemas que afligem este povo sofredor”. A Semana com Inforpress

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