CORREIO DAS ILHAS

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Fogo: Jovem que acusa hospital de negligência na morte do seu filho formaliza queixa junto das autoridades 19 Novembro 2021

A jovem Vânia Gomes, que acusa o Hospital Regional São Francisco de Assis (Fogo), de negligência e falta de profissionalismo na morte de uma criança recém-nascida, na passada segunda-feira, 15, formaliza esta sexta-feira, 19, uma queixa junto das autoridades.

Fogo: Jovem que acusa hospital de negligência na morte do seu filho formaliza queixa junto das autoridades

A jovem, natural dos Mosteiros, cuja criança faleceu poucas horas depois de ver suspenso o seu encaminhamento para o Hospital Dr. Agostinho Neto (HAN), na Cidade da Praia, por alegada falha na ligação de oxigénio, esteve no final da tarde de quinta-feira, 18, na Procuradoria da República da Comarca dos Mosteiros.

Por o caso ter ocorrido na cidade de São Filipe, segundo disse à Inforpress, foi aconselhada a deslocar-se a São Filipe para formalizar uma queixa-crime junto da esquadra da Polícia Nacional (PN) que depois dará o devido seguimento, para que se possa investigar a denúncia e apurar o que terá acontecido, e se existe negligência do pessoal da saúde para a devida responsabilização.

A jovem, através de contacto telefónico, avançou à Inforpress que no dia 14 de novembro, estando nos Mosteiros, onde reside, sentiu dores de parto e deslocou-se de imediato ao Centro de Saúde. Como estava prestes a ter o bebe, foi encaminhada, de ambulância, para a maternidade do Hospital Regional São Francisco de Assis, em São Filipe.

A mesma contou que, mal chegou a este estabelecimento hospitalar foi, de imediato, para a sala de parto, tendo dado à luz logo de seguida, sublinhando que a criança chorou e estava tudo correto, tendo sido levado para o quarto. Explicou que depois, uma enfermeira levou o recém-nascido para o quarto e dormiram juntos, mas o mesmo “estava a cuspir, mexer e a chorar”, mas depois dormiu, aparentemente, sem problemas.

Já no dia seguinte, 15 de Novembro, uma enfermeira, que a jovem mãe desconhece o nome, mas é capaz de descrevê-la, vestiu e ligou oxigénio ao filho, mas “quase não abriu algo”, e só compreendeu o que aconteceu depois do bebe ter morrido.

“Foram fazer o check-in e fomos, de hiace, para o aeródromo, depois de o avião ter chegado da Cidade Praia, e como a criança estava a chorar, no carro e no aeródromo, a enfermeira ao ver que a mesma estava roxo e levantou, saiu das instalações do aeródromo, juntamente com uma senhora, apanhou um táxi e levou a criança ao hospital, sem dar qualquer satisfação”, disse Vânia Gomes, sublinhando que ficou sozinha e a chorar porque não sabia o que aconteceu. Depois, acrescentou, a senhora voltou e disse-lhe que “por pouco a criança não tinha morrido no aeródromo”.

A mesma fonte acrescentou que as suas bagagens foram devolvidas e regressou ao hospital no hiace, que “deu muitas voltas antes de chegar ao hospital” onde encontrou um médico que lhe disse que o filho estava bem e no quarto.

Ao entrar no quarto notou que a criança estava a “respirar cansado” e enfermeira estava a falar com uma outra sobre a questão do oxigénio e que só veio entender depois de a criança ter falecido, cerca das 13:00 do dia 15. “Ouvi uma médica a comentar, dizendo que o oxigénio estava 100 % e que a enfermeira não abriu o oxigénio antes de sair com a criança para o aeródromo”, disse a jovem para quem a morte do filho é uma consequência direta de negligência do pessoal do hospital regional.

Contactada via telefone, pela Inforpress, a direção do Hospital Regional São Francisco de Assis limitou-se a afirmar que o processo está sendo averiguado internamente e que assim que for concluído prestará as necessárias informações sobre o ocorrido. A Semana com Inforpress

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade


  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project