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Fogo: Lixeiras a céu aberto numa ilha Reserva Mundial da Biosfera preocupa Associação Projeto Vitó 03 Dezembro 2021

A Associação de Conservação e Uso Sustentável dos Recursos, Projeto Vitó, mostra-se preocupada com a continuidade de funcionamento de lixeiras a céu aberto, um ano após a ilha ter sido declarada Reserva Mundial da Biosfera.

Fogo: Lixeiras a céu aberto numa ilha Reserva Mundial da Biosfera preocupa Associação Projeto Vitó

Apesar do Projeto Vitó não trabalhar diretamente com a questão do saneamento, o seu diretor executivo, Herculano Dinis, referiu que na qualidade de uma organização ambiental está preocupada com a situação das lixeiras nos três municípios.

“Notamos que não houve, nem paragem de stockagem de lixos na lixeira a céu aberto, como o problema que era recorrente no passado, e os incêndios continuam a acontecer com frequência”, disse Herculano Dinis em declaração à Inforpress, lembrando que a lixeira de São Filipe está localizada numa área residencial, com o “agravante de estar perto do hospital regional”.

O problema, explicou, não é só de São Filipe, apontando que a primeira coisa que se encontra ao chegar a Santa Catarina é uma lixeira a céu aberto e, nos Mosteiros, a lixeira está localizada dentro de uma escoada lávica histórica, de “grande valor” patrimonial e natural, e simplesmente o lixo é depósito e espalhado com recurso a maquinaria.

Para o Projeto Vitó, a resolução da problemática do lixo é um elemento “fundamental” para a Reserva Mundial da Biosfera. Por esta razão chama atenção das autoridades para tentar acelerar o processo e solucionar esta problemática que já dura há quase meio século, tendo em conta que os municípios da ilha e o Governo celebraram um protocolo, há três meses, para construir um aterro sanitário controlado.

Passado mais de um ano da declaração da ilha como Reserva Mundial da Biosfera, “pouco foi feito” para real aproveitamento da distinção e “muito timidamente” os políticos mencionam a Reserva da Biosfera, mas não há ação concreta que demonstra a implementação, referiu Herculano Dinis.

Segundo o mesmo, realizou-se apenas um encontro para formalização do conselho e depois disso não foi desenvolvida outra ação para dinamização da Reserva da Biosfera, não foi criado nenhum outro órgão e ninguém foi indicado para fazer parte da reserva e por isso o selo serve apenas como distinção e sem efeito prático para o bem da conservação.

“A situação ambiental é preocupante, foram introduzidas algumas alternativas, mas não sei se trouxe melhorias”, advogou o diretor executivo do Projeto Vitó, apontando que a questão de apanha de areia é feita de forma diferente, mas há exploração constante de areia, através de dragagem.

No início, a embarcação draga devia efetuar a recolha de areia em várias ilhas, mas está exclusivamente a fazê-la na ilha do Fogo e a dragar areia perto de cais e não se sabe qual o impacto e a forma como está sendo controlada a parte ambiental, referiu.

Asemana C/Lusa

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