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Fogo: Programa Operacional do Turismo prevê investir mais de dois milhões de contos na ilha 08 Julho 2022

O Programa Operacional do Turismo (POT), apresentado quarta-feira, 06, aos operadores económicos e forças vivas da ilha prevê um investimento de mais de dois milhões de contos para os próximos cinco anos.

Fogo: Programa Operacional do Turismo prevê investir mais de dois milhões de contos na ilha

Ao presidir a apresentação do POT, do Projeto de Valorização Turística e Ambiental das Aldeias Rurais e o lançamento da Rede dos Percursos Pedestres da ilha do Fogo, o ministro do Turismo e dos Transportes, Carlos Santos, disse que se trata de “uma mão cheia” de projetos para o Fogo.

O Governo, explicou Carlos Santos, tem uma visão “muito clara” sobre o turismo para os próximos anos, alinhado com o que vem sendo feito desde 2016, com aprovação das primeiras diretivas de investimento turismo e que resultaram no investimento de 40 milhões de euros em todos os municípios de País, com a finalidade de descentralizar o turismo a todas as ilhas, melhorar a competitividade e diversificar as ofertas e os produtos turísticos.

“O turismo é a atividade âncora do País”, destacou Carlos Santos, sublinhando que para continuar a desenvolver este sector e para que tenha “mais impacto” junto das famílias é necessário apostar na requalificação nas ilhas.

O titular da pasta do Turismo destacou a importância do POT que, pela primeira vez, conta com apoio do Banco Mundial, que disponibiliza 35 milhões de euros para o financiar, sendo que os restantes 50 milhões são assegurados pelo Fundo do Turismo, num orçamento que deverá atingir os 200 milhões de euros.

“Fogo tem sido beneficiário do Fundo do Turismo e muitos projetos já foram concluídos nos três municípios” referiu Carlos Santos, que apontou o co-financiamento do curso de apoio à vinha e com adesão “muito forte” para preparar os primeiros enólogos, aquisição de equipamentos para análises do vinho, capacitação de guias, hiacistas e taxistas para acolher bem os turistas, com algumas ações financiadas.

O POT está estruturado em cinco eixos, sendo que no de infra-estruturas básicas estão elencadas projetos como a requalificação e iluminação do aeródromo de São Filipe, elaboração do protocolo integrado de evacuação e emergência, gare marítima do porto de Vale dos Cavaleiros, implementação de portos náuticos, criação de circuitos de barcos, reabilitação das estradas edificadas e acesso à orla marítima de Santa Catarina.

No eixo de requalificação das localidades, destaca-se a requalificação urbana de São Filipe e praia de Fonte Bila, da estância turísticas de Salinas, assim como a requalificação urbana de Mosteiros e Cova Figueira.

No domínio de turismo rural e de natureza o POT prevê investimentos na área de estruturação da rede de trilhas e atrativos com implementação da sinalização, restauro de caminhos vicinais, rede de miradouros, agroturismo e atividades recreativas de aventura e ecoturismo.

Com relação aos projetos de infra-estruturas turísticas, o POT prevê investir na criação do centro interpretativo de São Filipe, centro interpretativo de Mosteiros – rotas do café, espaço multiuso de Cruz dos Passos, centro multiuso/posto de informação turística de Santa Catarina, assim como a requalificação da praia o Beco, Mosteiros.

No eixo de turismo cultural destaca-se os investimentos a serem realizados no museu e no monumento da cidade de São Filipe, sem contar com actividades enquadradas em vários subprogramas de sustentabilidade, governação, promoção do turismo e capacitação dos recursos humanos.

Com relação a valorização turística das aldeias turísticas rurais foram selecionadas as de Campanas de Cima (São Filipe), Chã das Caldeiras (Santa Catarina do Fogo) e Pai António (Mosteiros) e, no global, prevê-se um investimento na ordem dos 120 mil contos para saneamento básico, capacitação das pessoas, fomento empresarial.

Sobre o mapeamento das trilhas turísticas, sinalização e reparação dos caminhos vicinais, Carlos Santos, avançou que as trilhas “é espinha dorsal do turismo de natureza” e daí a importância do investimento.

O ministro salientou que a materialização dos programas só será possível com uma boa articulação com o poder local para identificar as potencialidades que podem ser transformadas em produtos, mas também em articulação com o sector privado que é conhecedor dos problemas que existem.

A Semana com Inforpress

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