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Fogo: Termina hoje a maior festa tradicional da bandeira da ilha depois de 24 dias de actividades 25 Fevereiro 2020

A edição 2020 da maior festa tradicional da bandeira da ilha, “Banderona”, termina hoje com o almoço e passagem da bandeira ao festeiro de 2021, depois de 24 dias de actividades que movimentaram a comunidade de Campanas de Baixo.

Fogo: Termina hoje a maior festa tradicional da bandeira da ilha depois de 24 dias de actividades

Segundo a Inforpress, a edição deste ano, que contou, como tem sido hábito nos últimos anos, com a presença de muitos emigrantes da zona norte do município de São Filipe, sobretudo de Campanas de Baixo, e com um leque variado de artistas, começou no passado dia 01 de Fevereiro e como manda a tradição o término acontece na véspera do dia do Carnaval.

Durante esses dias, sobretudo aos fins de semana, todas as atenções estavam viradas para Campanas de Baixo e os festeiros principais Dado Codé de Tila e Minguta Codé de Dona (bandeira grande), ambos naturais de Campanas e residentes na cidade da Praia trouxeram vários artistas de renome e que atraem muitas pessoas, principalmente a juventude.

Conforme a mesma fonte, no último sábado assistiu-se a matança dos animais para preparação do almoço que é servido hoje a centenas de pessoas destas e de outras localidades da ilha que se deslocam à localidade de Campanas de Baixo.

A festa de São João Baptista, apelidada de “Banderona” por ser a festa tradicional da bandeira com maior duração celebrada na ilha do Fogo e a segunda que movimenta maior número de pessoas, depois da festa da bandeira de São Filipe, 01 de Maio. Esta tem um carácter internacional, atraindo vários emigrantes e pessoas residentes noutras ilhas.

Segundo descreve a Infopress, a festa da “Banderona” ou da Bandeira de São João Baptista surgiu há mais de dois séculos. Conforme reza a lenda “na altura, as pessoas ouviam, no “assobiar” do vento, sons comparados com o toque de tambor e cantigas no ar, ao longo de uma semana”, seguidos de relâmpagos e trovões, tendo um raio caído numa ribeira onde brincavam algumas crianças.

A “Banderona” tem alguma diferença com outras festas assinaladas no Fogo. A sua figura principal é o “cordidjeru” (governador), que dirige e superintende todas as actividades da festa.

Nela participam cavaleiros, detentores de bandeiras (guardiões das bandeiras e da ordem, paz e harmonia), um juiz que preside, juntamente com o “cordidjeru”, que assegura a votação ou nomeação dos festeiros para a festa do ano seguinte, e um corpo de “coladeiras” integrado por homens e mulheres, acompanhados de “caxerus” ou tamboreiros.

Outra figura da festa é o de “refugiado ou ladrão” que é uma espécie de “canisade” que durante a festa só aparece no dia da matança, no último sábado antes do almoço, com intenção de roubar os produtos como carne, mandioca e outros, conclui a fonte referida.

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