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Fogo/Chã das Caldeiras: Trabalhadores e fornecedores de materiais prometem bloquear estrada devido a falta de pagamentos 12 Abril 2021

Um grupo de trabalhadores e fornecedores de materiais de construção (lascas) à empresa responsável pelas obras da construção da estrada Chã/Campanas e as vias internas promete bloquear a mesma se a empresa não efectuar os pagamentos, hoje.

Fogo/Chã das Caldeiras: Trabalhadores e fornecedores de materiais prometem bloquear estrada devido a falta de pagamentos

No domingo, 11, um grupo de trabalhadores e fornecedores de materiais aproveitaram a presença da comunicação social em Chã das Caldeiras para denunciar o atraso no pagamento de salários desde Janeiro e pelo fornecimento de materiais, que em alguns casos remonta a Junho de 2020 por parte da empresa.

Tchicosa, um dos visados, avançou, segundo a Inforpress, que a situação “está difícil”, porque a empresa não pagou desde Janeiro, quer aos trabalhadores, quer aos fornecedores de pedras usadas no calcetamento das estradas, salientando que os mesmos têm outros compromissos.

“A partir do próximo domingo podemos correr riscos, não sabemos como as coisas vão desenrolar e queremos o pagamento antes do dia 18”, disse a mesma fonte, indicando que a partir hoje vão bloquear o acesso às viaturas da empresa, impedindo assim de passar para trabalhar enquanto não for resolvida situação.

Segundo o mesmo, estão nesta situação “mais de 50 pessoas de entre trabalhadores e fornecedores”, salientando que o valor em dívida “é considerável”, sem, todavia, precisar montantes.

O que está a “irritar” os trabalhadores é a forma como estão a ser tratados, no dizer dos mesmos, “como objecto de brincadeira”, já que a empresa justifica o não pagamento com o não desbloqueio das verbas por parte do Governo, mas este dá garantia de que as verbas já foram transferidas para a empresa.

Miódinha, uma das fornecedoras de lascas, exige o pagamento o quanto antes, lembrando que ela utiliza uma marreta de dez quilogramas para confeccionar as lascas e tem parte das pernas com marcas de ferimentos e as mãos “cheias de calos”, e que a empresa deve ter “mais respeito e respeitar os seus compromissos”.

Além de pagamento de salários em atraso e das dívidas pelo fornecimento de materiais, reivindicam a reparação de cisternas familiares e reposição da água, já que a vibração das máquinas pesadas utilizadas pela empresa provocaram danos nestas infra-estruturas familiares.

Miódinha é uma das pessoas que estão nesta situação e quer que a empresa assuma a sua responsabilidade.

“Não estou a dizer mal porque todos são meus amigos, mas tenho fome e sede. Amigos é fora da barriga, se a barriga estiver cheia tenho muitos amigos, mas se estou com fome não sou amigo de ninguém”, enfatizou Miódinha, que, juntamente com outros fornecedores e trabalhadores de Chã, exigem o pagamento das dívidas.

A 14 de Janeiro passado os trabalhadores promoveram uma manifestação em Chã das Caldeiras, junto dos estaleiros da empresa para reivindicar o pagamento de salários.

Não foi possível até este momento contactar a empresa para saber o que realmente está a passar e a razão pelo atraso no pagamento, conclui a Inforpress.

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