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Fogo: Vale dos Cavaleiros deve reposicionar-se para ser o quarto porto e complementar ao da Praia – ministro do Mar 20 Dezembro 2022

O ministro do Mar defendeu esta segunda-feira que Vale dos Cavaleiros deve reposicionar-se para ser o quarto porto e complementar ao porto da Praia e como infra-estrutura crucial para desencravamento da região Fogo/Brava e desenvolvimento de Santiago Norte.

Fogo: Vale dos Cavaleiros deve reposicionar-se para ser o quarto porto e complementar ao da Praia – ministro do Mar

Abraão Vicente defendeu esta necessidade durante o acto de inauguração do armazém de pequenas encomendas do porto de Vale dos Cavaleiros, observando que o Porto da Praia precisa de um complemento e que a ilha do Fogo tem todas as condições para receber parte da carga e da demanda que o Porto da Praia deverá ter nos próximos tempos, recebendo directamente navios de grande porte.

Com relação ao armazém de pequenas encomendas, Abraão Vicente parabenizou a Enapor pela visão estratégica de também infraestruturar a ilha do Fogo com este armazém, observando que muito mais do que meio milhão de dólares (cerca de 50 mil contos), é uma infraestrutura de qualidade que vai desencravar as operações logísticas da ilha e facilitar uma maior segurança aos passageiros e maior facilidade para os operadores económicos transitarem as suas cargas.

“Este armazém não resolve o problema do Fogo”, disse o ministro do Mar, salientando que o plano director da Enapor está a ser revisto para planificar novos investimentos estruturantes a nível do país, porque, explicou os portos foram pensados na perspectiva comercial, da diáspora e de um país importador e não como infraestruturas de apoio económico ao país.

Para o ministro do mar é necessário ser “mais ambicioso” e o caderno reivindicativo da região Fogo/Brava é um sinal da necessidade da passagem para uma outra fase de desenvolvimento de Cabo Verde onde todas as regiões e ilhas devem ser vistas com as potencialidades e valências económicas para o país e não para a região em si.

Durante a sua intervenção, Abraão Vicente destacou o facto da linha marítima Fogo/Santiago ser a única, neste momento, rentável em Cabo Verde, sublinhando que a ilha do Fogo é o destino principal das remessas nacionais, a par com a região de Santiago Norte.

O presidente do conselho de administração da Enapor, Irineu Machado, disse que o centro de pequenas encomendas do porto de Vale dos Cavaleiros, construído de raiz e que representa um investimento de cerca de 50 mil contos, vai melhorar toda a segurança de entrega das mercadorias, bem como trazer melhorias para o desenvolvimento da logística de entrega de pequenas encomendas.

“Vai abrir novos horizontes e trazer impacto significativo no sector portuário, nomeadamente da gestão das pequenas encomendas que é um sector muito importante devido às remessas das famílias cabo-verdianas e para a economia nacional”, disse.

O presidente da Associação dos Municípios do Fogo e da Brava, Nuías Silva, referiu que se trata de um projecto que responde não só a uma das grandes demandas da ilha e da sua gente, tanto residentes como na diáspora, mas que permite reposicionar o fluxo das pequenas encomendas com reflexo evidentes para a economia local e para a melhoria da vida das pessoas.

Este lembrou que em 2021, dados da Atlantic Shipping apontam que foram enviados dos Estados Unidos da América para o porto de Vale dos Cavaleiros 24 milhões de dólares em cargas pessoais, sem incluir as viaturas e os contentores com cargas comerciais, referiu Nuías Silva.

“A abertura deste equipamento acontece em boa hora e deve ser vista num quadro de um projecto maior da requalificação do porto de Vale dos Cavaleiros para um verdadeiro porto comercial e turístico (…) permite atracagem de navios de grande porte e acostagem de navios de cruzeiros que demandam à ilha, mas que ficam no alto mar pelas dificuldades de atracagem”, disse.

A requalificação do porto de Vale dos Cavaleiros vai contribuir para maior dinamização do porto, das áreas económicas e logísticas adjacentes para potenciar mais investimentos e criação de mais emprego, referiu Nuías Silva, observando que “é imprescindível para o país e sê-lo-á para a ilha do Fogo”.

O armazém está localizado nas proximidades do cais e da zona de descarga de navios e a escolha da localização visou a articulação e proximidade das actividades portuárias complementares.

Ocupa uma área de mil metros quadrados e é constituído por áreas estruturadas consoante o uso, público e restrito, para garantir maior segurança e melhor desempenho dos serviços.

O acesso público ao armazém é composto por espaços de atendimento, espera, serviços administrativos e portuários e instalações sanitárias, enquanto o acesso às zonas restritas são constituídas por espaço para Polícia Fiscal, sala de entrega de cargas, serviços aduaneiros e alfândega.

A zona de armazenagem, constituída pelo espaço de armazenagem principal, espaço destinado às mercadorias, arrumo e por guarita de controlo e segurança dos acessos e actividades no espaço, segundo uma nota de imprensa do Ministério do Mar.

A Semana com Inforpress

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