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Fogo sem ração animal há mais de um mês: Criadores revoltados pedem intervenção do Governo 09 Janeiro 2022

Os criadores de gado do Fogo denunciam que há cerca de dois meses que a ilha se encontra sem qualquer tipo de ração animal. Como consequência, muitos estão a fazer abate de porcos para se evitar a morte dos mesmos por fome. Diante dessa situação, lançam um SOS, pedindo a intervenção urgente do Governo na resolução desse grave problema que está a agravar a crise económica local provocada pela pandemia de covid-19.

Fogo sem ração animal há mais de um mês: Criadores revoltados pedem intervenção do Governo

Segundo alguns criadores que procuram este jornal para denunciar essa carência de rações na ilha do vulcão, a situação é mais crítica no centro Sul de São Filipe que ficou carente de pastos - foi mais atingido pela seca este ano.

O criador Carlos Alberto Monteiro descreve que, há cerca de dois meses, não há milho e nem outra ração para os animais. “Neste momento há morte de suíno não por doença, mais sim por falta de ração. Os danos estão acabar com os parcos, fazendo abate deles porque não têm como sustentar a sua criação sem encontrar rações para os alimentar», precisa.

Monteiro informa que os criadores continuam com os vales cheques do governo amontoados porque, por um lado, não há ração para venda e, por outro, a empresa fornecedora está à espera para que o governo honre os compromissivos de mandar desbloquear supostas verbas para os outros vales cheques pendentes.

Quem está também preocupado com a mesma situação é o criador António de Barros, cuja família é detentora de dezenas de cabeças de vaca, carneiros, cabras, burros, porcos e galinha. É que, segundo ele, esses animais estão a sofrer por falta de pastos.

Conforme a mesma fonte, as autoridades locais não informaram ainda o que terá estado na origem dessa situação no Fogo. Segundo Barros, circula, no entanto, entre os criadores, que tudo se deve à falta de barco para transportar as rações, incluindo o milho, de Santiago para a ilha.

Os criadores ouvidos pelo Asemanaonline asseveram que, com a falta de rações, estão a suspender a produção e venda de leite, queijo e carne, com os quais sustentam a família. Um fato que, segundo eles, agrava a crise económica e social que se vive na ilha devido à pandemia de covid-19.

Contamos retomar esta matéria com as autoridades locais, com as quais foi impossível de chegar à fala.

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