LUSOFONIA

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

"Fora, Bolsonaro!" repetido sábado em centenas de cidades no Brasil e diáspora 04 Outubro 2021

A má gestão da pandemia de Covid — que já provocou mais de seiscentas mil mortes no maior país da Lusofonia e a envolvente CPI ao escândalo da Covaxin— é uma dentre muitas razões para o "Fora, Bolsonaro!" que voltou a ser repetido este sábado no Brasil, Portugal e outras diásporas brasileiras. A um ano das eleições de 2022, centenas de milhares pedem a destituição do presidente Jair Bolsonaro mas ... não chega.

Novos protestos foram organizados pelos partidos da oposição — tanto da esquerda como da direita — e sindicatos. Largas centenas de cidades no país têm sido palco destas manifestações que até incluem apoiantes entretanto desafetos do bolsonarismo.

Este sábado voltaram a sair à rua em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília num total de 87 cidades brasileiras. Juntaram-se-lhes cidades e capitais em Portugal, França, Áustria, Estados Unidos...

Tornaram-se audíveis ao lado do "Fora Bolsonaro genocida", também pela má gestão da pandemia, protestos tanto pela alta de preços nos alimentos, gás e gasolina como pela alta taxa de desemprego que afeta 14,1 milhões de brasileiros (segundo o Le Monde deste domingo).

Entretanto o bolsonarismo aguenta-se embora em queda: a mais recente sondagem do Datafolha dá 26% ao presidente da extrema-direita, contra 44 % de Lula.

Portugal: Movimento Fora Bolsonaro

Ontem três cidades: Lisboa Porto e Braga .

Motivos de destituição

É já considerado o presidente campeão de pedidos de destituição/impeachment. O mais recente pedido imputa a Bolsonaro 23 crimes previstos na lei 1.079/50, conhecida como Lei do Impeachment.

Entre eles, cometer ato de hostilidade contra nação estrangeira, tentar dissolver o Congresso Nacional, atrapalhar investigações, violar o direito à vida dos cidadãos na pandemia, incitar militares à desobediência à lei ...

Outro: não agir contra subordinados que agem ilegalmente, acusação ligada às denúncias em torno da compra da vacina indiana Covaxin.

Escândalo Covaxin

O Palácio do Planalto nega as acusações de que a aquisição de 20 milhões de doses da vacina indiana, no valor total de R$ 1,6 bilião (32-60 milhões de contos, dependendo do câmbio c.20 a 35$CVE), teria sido superfaturada em 1.000%.

O caso veio à tona depois que o deputado federal Luís Miranda, do Partido Democratas (DEM-DF), disse ter junto com o irmão Ricardo Miranda denunciado irregularidades ao próprio Bolsonaro, sem que este mandasse investigar subordinados e políticos aliados.


Obstáculos à destituição

Porém, há obstáculos para que o processo de impeachment arranque. Destacam-se três, a seguir.

Um, a aliança de Bolsonaro com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), a única autoridade para o caso em pauta.

Dois, a falta de votos suficientes entre os deputados para avalizar um processo de cassação no Senado.

Três, a dimensão ainda insuficiente de atos nas ruas capazes de pressionar os parlamentares a mudar de posição.

Fontes: TV Globo/G1.br/Recorde.br/DN.pt/...Fotos: A dimensão ainda insuficiente de atos nas ruas revela-se incapaz de pressionar os parlamentares a dar arranque à destituição/impeachment de Bolsonaro.

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