LUSOFONIA

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

Forças de segurança impedem acesso à sede do PAIGC em Bissau 19 Agosto 2022

As forças de segurança da Guiné-Bissau vedaram hoje o acesso à sede do Partido Africano para Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), onde se iria reunir o comité central após a justiça ter impedido a realização do congresso.

Forças de segurança impedem acesso à sede do PAIGC em Bissau

Segundo escreve Lusa, hoje de manhã estavam cinco elementos das forças de segurança junto à porta principal do partido africano, virada para a Praça do Império, na capital guineense. Na lateral do edifício, por onde se entra, o acesso foi cortado com grades e a circulação foi impedida nessa rua, encontrando-se aí mais agentes policiais.

Algumas pessoas, incluindo apoiantes do partido, juntaram-se na Praça dos Heróis Nacionais, onde se localiza também o Palácio da Presidência.

O PAIGC tinha convocado para hoje de manhã, às 11:00 locais (mais uma hora em Lisboa), os membros do comité central (instância máxima entre congressos) e os delegados vindos da diáspora ao 10.º congresso ordinário, que deveria ter começado hoje nos arredores de Bissau e iria decorrer até domingo.

A reunião do partido pretendia analisar a decisão do Tribunal de Relação, conhecida esta quinta-feira, que impediu o partido de realizar o 10.º congresso.

O PAIGC denunciou o que disse ser uma decisão ilegal do juiz Aimadu Sauané, que admitiu um recurso de agravo intentado pelo militante Bolom Conte, que não concordou com uma outra decisão da mesma instância que dava razão ao PAIGC e ainda condenou o queixoso ao pagamento de multa, cita a mesma fonte.

Bolom Conte, que o PAIGC diz ter perdido, entretanto, a condição de militância, recorreu à justiça, em março passado, para impedir que o congresso ordinário tenha lugar, alegando ter sido injustamente impedido de entrar nas listas de delegados.

O congresso tem sido sucessivamente adiado desde fevereiro.

Segundo a mesma fonte, na reunião convocada para hoje, o PAIGC pretende posicionar-se “perante esta aberração jurídica em que um juiz de Tribunal de Relação sem competências para tal atende um pedido sem fundamento da parte contrária para requisitar a intervenção da polícia para impedir a realização do congresso”.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade


  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    publicidade

    Newsletter

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project