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Forças fronteiriças e policiais franceses desmantelam rede europeia de exploração de trabalhadores imigrantes 27 Fevereiro 2021

Uma operação conduzida pelas forças fronteiriças e policiais francesas, romenas e moldavas desmantelou uma rede europeia de exploração de trabalhadores imigrantes, tendo sido detidas 38 pessoas por suspeita de tráfico de pessoas, conforme informações divulgadas esta quinta-feira,25.

Forças fronteiriças e policiais franceses desmantelam rede europeia de exploração de trabalhadores imigrantes

Segundo a Agência Lusa, a Europol (Serviço Europeu de Polícia) e a Eurojust (Unidade de Cooperação Judiciária da União Europeia), que apoiaram a operação, informaram que as 38 detenções foram realizadas em França (28), na Roménia (três) e na Moldávia (sete).

De acordo com os dois organismos, as detenções ocorreram após suspeitas levantadas pelas autoridades francesas sobre uma presumível rede organizada de "tráfico de pessoas", "emprego ilegal", "falsificação de documentos" e de "lavagem de dinheiro".

Sabe-se que as 38 detenções foram realizadas num único dia, na passada segunda-feira, durante uma ação coordenada entre as autoridades policiais dos três países envolvidos, segundo a Europol e a Eurojust.

"A rede criminosa traficava e registava trabalhadores moldavos em França recorrendo a documentos de identidade falsos, enquanto mantinha os verdadeiros passaportes dos trabalhadores como garantia", referiram os organismos num comunicado, precisando que o grupo organizado fornecia cartões de identidade e cartas de condução romenas falsificadas aos imigrantes em situação irregular.

No âmbito desta operação, 51 locais foram alvos de buscas (17 em França, 14 na Roménia e 20 na Moldávia). Durante as buscas, 19 veículos, incluindo 15 automóveis de luxo, dois “jet ski”, armas, telemóveis e cerca de 100 mil euros em dinheiro foram apreendidos, de acordo com as mesmas fontes, que ainda precisaram que 11 contas bancárias foram congeladas, conforme escreve a Agência Lusa.

Grande parte das vítimas tinha um nível baixo de escolaridade e, como tal, eram "mais vulneráveis" à exploração por parte desta rede criminosa, acrescentou a nota informativa, citado pela mesma fonte.

"Trabalhavam 55 horas por semana por 60 euros por dia", indicaram as mesmas fontes, estimando que a rede criminosa terá tido lucros ilegais na ordem dos 14 milhões de euros.

De salientar que grandes empresas do setor da construção e da reabilitação são igualmente suspeitas de estarem implicadas neste "sistema criminoso", segundo a Europol, qualificando a atividade desta rede como "extremamente lucrativa". "Os suspeitos branqueavam os ativos criminosos através de oito empresas de fachada, a maioria delas com sede em França", acrescentou o comunicado, divulgado pela Lusa.

Recorde-se que esta investigação começou em 2018, quando as forças policiais francesas intercetaram uma carrinha que transportava dez migrantes em situação irregular. ”Eram todos cidadãos moldavos e vários tinham documentos romenos falsos”.

“Esta rede de tráfico e de exploração de trabalhadores imigrantes, organizada por um cidadão romeno residente em França, terá transportado de forma ilegal pelo menos 40 cidadãos moldavos”, cita a nossa fonte.

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