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Foto do Ano tematiza execuções sumárias na ‘guerra à droga’ do presidente filipino Duterte 16 Maio 2019

A fotojornalista Eloisa Lopez, de 23 anos, é a vencedora do ’Anja Niedringhaus Courage in Photojournalism’, prémio instituido em memória da fotojornalista alemã, que morreu no Afeganistão em 2014.

Foto do Ano tematiza execuções sumárias na  ‘guerra à droga’ do presidente filipino Duterte

A foto da Reuters mostra uma mesa onde um prato meio cheio e uma vela acesa contam de uma vida interrompida quando as milícias da morte do presidente Rodrigo Duterte entraram e atiraram sobre o homem, um jovem, que se encontrava a meio da refeição da noite.

O corpo do jovem, executado pelos ’Vigilantes’ (os ’milicianos da morte’), está a pouco passos do local da foto captada – a que deu à Eloisa o prémio máximo do jornalismo dedicado à coragem de mulheres fotojornalistas. Uma vida interrompida, “num instante uma criança fica órfã, a mulher viúva e a família destruída para sempre”.

A fotojornalista, que aos 20 anos começou a fotografar os mortos dos ’Vigilantes’, contou à Deutsche Welle que na sua primeira saída noturna, quando trabalhava para um diário de Manila, fotografou cinco vítimas no cenário de crime. Impune porque encomendado pelo Estado filipino presidido por Rodrigo Duterte.

A chacina de consumidores de drogas nas Filipinas, onde o presidente Duterte continua a ter altos níveis de aprovação, é uma realidade cujos números reais estarão longe dos vinte mil mortos das estatísticas, como reconhecem as organizações de Defesa dos Direitos Humanos no terreno.

Esquadrões da morte eliminam sem aviso até inocentes

A execução sumária por ’Vigilantes’, segundo as ONG no terreno, atinge consumidores e apenas suspeitos de consumir. Como o Ronnel Jaraba, de 30 anos, pai de dois filhos, executado quando "andava limpo" havia uns quatro anos, desde que lhe nasceu o primeiro filho.

A fotojornalista entende que o seu trabalho dá uma voz às vítimas. Assassinadas por vigilantes e por polícias — autorizados a entrar nas casas suspeitas pelo programa do governo "toca e negoceia", mas cuja atuação é bem diferente: "entram logo a disparar e depois justificam que os residentes estavam armados", segundo repórteres no terreno.

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