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França: 44º sábado de ’coletes amarelos’ centrado em Nantes em homenagem a lusodescendente Steve Maia Caniço 15 Setembro 2019

O movimento dos ‘coletes amarelos’ atingiu, este sábado, 14, o seu quadragésimo-quarto ato de protestos. Mas esta ampla contestação na sociedade francesa iniciada em novembro transato — e que Macron analisou em junho ser uma ‘oportunidade’ para voltar a ter ‘o humano’ no centro da sua presidência — enfraqueceu em número de manifestantes.

França: 44º sábado de ’coletes amarelos’ centrado em Nantes em homenagem a lusodescendente Steve Maia Caniço

Mil e oitocentas pessoas manifestaram-se em Nantes, algumas centenas em Paris, Lyon, Toulouse e Marselha. Um sábado fraco, pacífico, comparado com o transato, dia 7, que reuniu umas vinte mil pessoas em toda a França.

Em Nantes, até às 19H locais tinham sido detidas um total de trinta e cinco pessoas, das quais dezoito tinham-no sido preventivamente ao meio-dia. A polícia comunicou ainda ter apreendido vinte e dois cocktails molotov e dez outros engenhos, bem como uma centena de guarda-chuvas e um extintor, encontrados escondidos perto do local de concentração: uma praça central onde os manifestantes piquenicavam.

A cidade oeste-atlântica a 350 km de Paris foi escolhida para a grande concentração nacional do sábado, 14, em homenagem ao luso descendente Steve Maia Caniço, que o movimento adotou nas últimas semanas como bandeira de protesto contra a ’violência policial’.

Polícia mutila, polícia mata

A intenção da escolha de Nantes foi mais uma vez denunciar a violência da polícia. Os manifestantes desde as duas horas da tarde partiram pelas ruas do centro a gritar slogans contra a polícia: "Polícia mutila, polícia mata".

Isto ocorre horas depois de, na véspera, um tribunal ter condenado a quatro meses de prisão firme um ’colete amarelo’ que gritou a um polícia "Vai-te matar, suicida-te".

O tribunal considerou, na seta-feira, 13, que a expressão era portadora de um "grande dano moral", no momento em que as forças policiais em França enfrentam uma inédita onda de suicídios. O condenado vai pagar ainda uma indemnização de mil euros à associação policial que se constituiu como parte queixosa.

Também em abril, um homem de 49 anos, cozinheiro no desemprego, foi condenado a oito meses de prisão e 500 euros de multa pelo mesmo insulto dirigido a um grupo de polícias.

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Fontes: TV France 24/Le Monde/Le Figaro/Arquivo: 412 detidos e 133 feridos em “Paris a arder” — Injustiça fiscal move ’coletes amarelos’ indignados com ’Macron presidente dos ricos’, 3.12.2018; França acusa Itália de “ataques sem precedentes” e faz regressar embaixador em Roma — Di Maio recebeu ‘coletes amarelos’, .2.2019; França: Discreto XX sábado de ‘coletes amarelos’ — Macron tomou rédeas, 1.4.2019; França rejeita «uso violento e excessivo de força» contra ’coletes amarelos’ em resposta à ONU, 25.4.2019.

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