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França-Barkhane: Nº1 do Estado Islâmico no Saara eliminado — Al-Sahraoui liderou ataques na zona das 3 fronteiras 22 Setembro 2021

A operação Barkhane afinal continua no Sahel, como os noticiários de sexta-feira indicam citando o presidente francês: "É o mais recente grande sucesso no combate contra os grupos terroristas no Sahel ", tuìtou Macron ausente da 76ª sessão da AG-ONU, esta semana. A ministra da Defesa em conferência de imprensa congratula-se com a eliminação do "Nº1 do Estado Islâmico no Saara ", o emir Adnan Abou Walid Al-Sahraoui, que desde 2013 liderou a maioria de ataques (com dois mil a três mil civis mortos" na zona das fronteiras Mali-Níger- Burkina-Faso.

França-Barkhane: Nº1 do Estado Islâmico no Saara eliminado — Al-Sahraoui liderou ataques na zona das 3 fronteiras

A ministra da Defesa, Florence Parly, congratulou-se na sexta-feira com "o golpe decisivo contra o grupo terrorista, que é uma das duas principais organizações djihadistes contra as quais a França e os seus aliados lutam no Sahel.

"A operação teve lugar há algumas semanas, e hoje temos a certeza de que o número-um do EIGS-Estado Islâmico no Grande Saara", o emir AWAS-Adnan Abou Walid Al-Sahraoui "foi eliminado".

O Eliseu, sede da presidência francesa, só confirmou essa "vitória retumbante" da operação Barkhane sobre o Daech, aliás EIGS na mesma ocasião em que os noticiários evidenciaram a aliança tripartida americano-australiano-britânica.

EIGS de AWAS, "inimigo prioritário"

Adnan Abou Walid Al-Sahraoui, antigo membro da Frente Polisário – o movimento independentista sarauí – e da AQMI-Al-Qaida no Magrebe Islâmico, foi designado "o inimigo prioritário" no Sahel, desde 2020.

Nascido Lahbib Abdi Said, nos anos de 1970 no Saara occidental na grande tribo nómada Reguibat, ingressou no exército islamista durante a guerra civil da Argélia no início da década de 1990.

Membro da Frente Polisário, Abou Walid Al-Sahraoui surge no norte do Mali em 2010, como co-fundador do MUJAO-Movimento Unificador e (D)Jihadista da África Ocidental, próximo da Al-Qaida.

Em 2012, Abou Walid Al-Sahraoui contribui com uma coligação de grupos armados djihadistas e independentistas no norte do Mali. Em março desse ano, após o Mujao a AQMI dominarem com as suas bandeiras negras a importante cidade do norte maliano que é Gao, AWAS torna-se um dos chefes e porta-voz do movimento. Dois anos depois, assume o posto de Ahmed Al-Tilemsi, abatido numa operação Barkhane, na liderança do ramo maliano da Al-Qaida.

Mas só após o ataque à prisão de Koutoukalé, no Níger em outubro de 2016, é que o Estado Islâmico difunde uma mensagem a confirmar a pertença de EIGS e de AWAS.

Fontes: T5Monde/AFP/Le Monde. Relacionado: França: 13 militares morrem em colisão de 2 helicópteros no Mali, 27.nov.019; França anuncia morte do líder de Al-Qaida-África do Norte, 07.jun.020; UA e Cedeao expulsam Mali — Macron suspende colaboração militar, 05.jun.020; Ataques a acampamentos das forças internacionais no norte do Mali, 30.nov.020.

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