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França: Canícula de junho que matou mais 1435 pessoas foi dez vezes menos fatal que em 2003 – diz ministra da Saúde 11 Setembro 2019

Em junho o episódio de canícula, em que se registou (à sombra) o recorde de 45,9º C (dia 25) e 46º C (dia 28), foi tido como ’pior que o de 2003’ — com temperatura máxima de 44,1ºC — mas dois meses depois a ministra da Saúde, Agnès Buzyn, informa que o balanço de vítimas é afinal dez vezes menor que o de 2003. Segundo os registos do INSERM de 2007, essa vaga de calor foi ’causa da morte’ de perto de vinte mil pessoas, das quais quinze mil morreram entre 4 e 18 de agosto de 2003.

França: Canícula de junho que matou mais 1435  pessoas foi dez vezes menos fatal que em 2003 – diz ministra da Saúde

O comunicado do Ministério da Saúde, baseado no INSERM, o instituto de estudos de Saúde Pública, confirma os números da mais recente canícula em França: “1 435 óbitos a mais, 567 durante a primeira vaga de calor e 868 na segunda, o que equivale a uma sobremortalidade relativa de 9,1 %” comparada à normal.

O episódio de vinte dias de temperatura anormalmente alta em agosto de 2003 pode explicar a alta mortalidade. Mas há outros fatores e o seu conhecimento levou à prevenção que ajudou a minorar o problema este ano, segundo explicou a ministra na emissão domingo da rádio France Inter, parceira do jornal Le Monde.

“Conseguimos diminuir dez vezes a mortalidade de 2003”, disse a ministra que enalteceu a “população que integrou bem os avisos no seu dia a dia” e o trabalho dos profissionais de saúde, associações e outros.

Dez mortos no trabalho

Os números oficiais mostram que um total de dez pessoas morreram a trabalhar, nas áreas de construção civil, restauração e agricultura. Daí a indicação ministerial para que a prevenção se venha a fazer com mais intensidade junto dos trabalhadores em atividades mais expostas.

Recorde-se que as autoridades deram indicação preventiva aos trabalhadores também no Japão (onde em julho o recorde foi de 37ºC — vide artigo neste online de 3 de agosto, Japão: Canícula faz 11 mortes, 5664 hospitalizados — Alerta para "trabalhar menos".

No país do sol nascente, o sinal vermelho foi dado com a morte dum funcionário de 28 anos que sofreu, logo às 7H30 da manhã, um ataque cardíaco ao fim de duas horas de trabalho exaustivo — uma atitude que tem um nome local, karoshi. As autoridades nipónicas avisaram que perante as altas temperaturas as pessoas "têm de parar para descansar".

Fontes: AFP/Le Monde/ . Relacionado: França: 45,9ºC à sombra faz soar alerta vermelho – Pior que recorde de 44,1ºC que matou milhares de franceses em 2003, 29.jun.2019. Foto: Em França e no Japão, a canícula marcou os meses de junho e julho. LS

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