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França: Chefe de Estado agredido a soco por "colete-amarelo e monárquico" — Até Marine apoia Macron 09 Junho 2021

O presidente francês estava na manhã desta terça-feira a visitar um liceu profissional no sul de França, quando de súbito foi agredido por um homem. Emmanuel Macron prosseguiu a visita enquanto o agressor e outro homem foram levados pela polícia.

França: Chefe de Estado agredido a soco por

A fúria crescente de uma parte da sociedade francesa levou o presidente francês a expressar na semana passada que "viajar por estes dias não tem sido fácil". O presságio quiçá do incidente desta terça-feira, em que "pela primeira vez", segundo a imprensa, foi agredido fisicamente.

Emmanuel Macron estava de visita à região Auvergne-Rhône-Alpes, no sul, para lançar a terceira etapa do desconfinamento previsto para entrar em vigor nesta quarta-feira.

Acompanhado dos seus seguranças, abandonou o veículo blindado e aproximou-se das pessoas por trás das barreiras. Foi então que, em simultâneo com a visualização do braço estendido a agredir Macron, se ouviu o "Montjoie Saint Denis!". Seguiu-se um "Abaixo a Macronia!".

"Montjoie Saint Denis!" é um slogan que sobrevive entre os militantes pró-monarquia francesa. Retoma o grito de guerra do século X, do reinado de Luís VI e que segundo a lenda era dito pelos soldados de Carlos Magno evocando, antes das batalhas, a bandeira Oriflama (cores vermelha e áurea), também chamada "Montjoie" guardada na Abadia de Saint Denis, em Paris.


Reações: Por um sobressalto republicano

A reação da classe política francesa foi de total apoio ao Chefe de Estado. A sua principal adversária, Marine Le Pen, considerou "inadmissível" o ato e pede que os responsáveis sejam "exemplarmente punidos".

O primeiro-ministro, Jean Castex, expressou ao parlamento que este incidente deve servir para despertar "o sobressalto republicano".

Abaixo a Macronia! e slogan do Movimento Monárquico

Damien T. e Arthur C., os dois homens detidos foram identificados pelo Le Figaro como dois adeptos do movimento dos coletes-amarelos, que em 2018 e 2019 pararam a França em mais de meia centena de sábados.

O movimento que todos os sábados bloqueava locais estratégicos parecia não ter uma liderança consistente — e com a Covid-19 simplesmente desapareceu. Entretanto, a pergunta que se fazia "O que querem estes coletes-amarelos?" tinha várias hipóteses de resposta. Contestar a política sociolaboral de Macron. Gritar a revolta perante a precariedade de vida. Ensaiar uma revolução talvez emulando a grande de 1789 e a sua cópia de 1830. E a pergunta gerava outra: A restauração, 200 anos depois, será o que os coletes-amarelos almejam?

Fontes: Le Figaro/France 24. Fotos: Macron visita a escola profissional. Minutos depois saúda as pessoas na rua e de entre elas vem a mão que lhe atira um soco (ou bofetão?) e a voz que grita o slogan do Movimento Monárquico e o "Abaixo a Macronia" dos ’coletes-amarelos’.

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