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França: Discreto XX sábado de ‘coletes amarelos’ — Macron tomou rédeas 01 Abril 2019

Este sábado do vigésimo auto de protestos dos descontentes do Macron(ismo) teve menos manifestantes, segundo o ‘Le Monde’ na edição de domingo, 31, muito por causa da proteção aos monumentos emblemáticos. Esses que, através da presença das forças da ordem bem como de decretos das prefeituras (municípios), passaram a estar protegidos e ou interditados na vigésima jornada dos ‘coletes amarelos’.

França:  Discreto XX sábado de ‘coletes amarelos’ —  Macron tomou rédeas

O número de manifestantes avançado pelo Ministério francês da Administração Interna é de quatro mil em Paris e 33.700 pesssoas em todo o território, contra 40.500 no sábado anterior, segundo o referido diário.

A contagem oficial — se bem que pela 20ª vez contraditada pelos organizadores ‘coletes amarelos’ que para este sábado referem um total de 102.371 manifestantes – tal como a contagem dos organizadores e dos independentes mostra um recuo que as vinte e sete proibições relativas a monumentos, todas de iniciativa prefeitural (municipal), explicam em parte.

A discrição referida no título não vai sem alguma exaltação que se contabiliza em 25 interpelações policiais em Paris, segundo a AFP.

Em Avinhão/Avignon, no sul, a polícia teve de enquadrar a centena de pessoas que se juntaram em frente ao ‘Palácio dos Papas’ a gritar “Não à ditadura, temos o direito de manifestar, aqui é a França” – um protesto pois contra a interdição total de protestos na cidade-monumento.

Em Bordéus, no centro-oeste, a polícia estava mobilizada em força e de facto revelou-se necessário intervir. É que a manifestação de cerca de 5.000 ‘coletes amarelos’ começou bem, mas depois a meio da tarde, uma agência bancária foi vandalizada e houve um alerta de incêndio ateado com materiais de uma obra próxima desviados por “agitadores”, segundo as fontes policiais referidas pela AFP.

Na véspera, a população, segundo o Le Monde, surpreendera-se com as expressões no comunicado do Edil local, recentemente entrado em funções. É que, além do teor do apelo para que as pessoas ficassem em casa e as lojas fechassem, o eleito municipal dizia que por temer “uma jornada apocalíptica”, era melhor ter no sábado uma “cidade morta”. Nem mais.

“Em 2025, a vitória será nossa …talvez”

Os manifestantes são os esquecidos do macronismo, assim se dizem, e terá sido por isso que se ‘esqueceram’ de participar no grande debate nacional que o executivo de Macron propôs ao país e que tem mobilizado um número significativo de cidadãos.

Mas os cidadãos ‘coletes amarelos’ — que em cada sábado, há vinte jornadas vindos do norte e do sul, ‘descem’ a Paris, ‘sobem’ a Paris para manter o movimento vivo – estão ‘fartos de debates’ e querem ‘medidas concretas’.

Quais ‘medidas concretas’? A resposta, à AFP, foi este sábado: as que estão nos slogans escandidos em cada sábado. ‘Mais justiça social’, em suma, vinda do presidente que concentra todas as críticas pelas opções políticas que “fazem os os franceses pobres pagar” e que “favorecem os franceses mais abastados”.

E “porque o presidente não ouve, vamos gritar todos os sábados até que ele ouça”.

É com boa disposição que um cidadão ‘colete amarelo’ vindo de Orleães, terra de protestos como o da (futura) Santa Joana d’Arc, conclui: “Em 2025, a vitória será nossa …talvez”.

Fontes: AFP/ Le Monde. Foto : Torre Eiffel e monumentos estiveram interditados pelo 2º sábado, dos autos XIX e XX. LS

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