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França: Gigantes marcham em Paris pela tolerância 16 Junho 2019

Mede dois metros e quarenta e seis o homem mais alto da Europa, Brahim Takioullah, de 37 anos, que ostenta o cartaz “A diferença é bela. Basta saber olhar”. Uma proclamação para alertar a sociedade sobre os desafios que enfrentam as pessoas muito diferentes.

Brahim é um dos mentores da marcha que esta sexta-feira teve a sua sexta edição. O humor é uma das suas armas, como quando comenta o facto de ser o segundo mais alto do mundo: “Ainda tenho de comer muita sopa para ser o primeiro”.

O humor para lidar com todos os pequenos gestos que são rotina para a maioria mas que para um gigante são uma barreira a ultrapassar todos os dias, várias vezes ao dia: vestir, calçar, andar de transportes, passar por entradas, sentar-se, etc., quando tudo — desde a casa e suas componentes até aos equipamentos sociais — foi feito a pensar nos ’normais’.

Brahim conta que está há uns quatro anos – desde que fez a parte teórica — à espera de fazer o exame da condução porque não existe um veículo que ele possa utilizar.

‘As crianças são mais tolerantes’

As piadas são uma constante na sua vida. Ouvem-nas, vindas de adultos, às vezes crueis. “Estranhamente, as crianças são mais tolerantes”, analisa Brahim.

Inútil? Ponha-se na pele dum

Centenas de comentários online ridicularizam a iniciativa:”França, de todos os discriminados, não entendo porque é que não mudam de país”, “Inútil”, “Infantilização do povo francês por meio de coisas como esta que não servem para nada”.

Há quem entenda: “A cada comentador que acha isto inútil: Ponha-se só 30 segundos na pele de alguém que não pode sair à rua sem que todos os olhares lhe caiam em cima”.

“Ao sair à rua, todos se viram para me olhar. Preferia passar como qualquer um, mas é impossível”, diz Yannick, um congolês de 2,10m. Mas ele está contente porque conseguiu um emprego e uma "família" em Paris, graças a Gilles — 1ª fila, mais à esquerda, com o cartaz «Não mais ’Pequenos à frente e grandes atrás’» — que é o diretor do Parc Saint Paul, na área metropolitana, "que é como um pai para todos nós", entenda-se, homens de mais de dois metros de altura.
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Fontes: Le Figaro/ Libération Foto (AFP): O homem mais alto do mundo é o arménio Arshavir Grigoryan, de 2m53, com o cartaz “Viva a diferença. O meu corpo é meu amigo”. Ao lado, o segundo mais alto, Brahim Takioullah. A manifestação desta sexta-feira, 14, juntou dezenas de amigos e apoiantes dos oito ‘gigantes’, todos com mais de dois metros de altura vindos de vários países do mundo.

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