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França: Greves de transportes — Utentes exigem reembolso dos passes 19 Abril 2018

Utentes saturados das greves de transporte, que, dia sim dia não, atrapalham o seu quotidiano, organizaram-se para reivindicar o reembolso integral dos seus passes à SNCF, companhia francesa de comboios.

França: Greves de transportes — Utentes exigem reembolso dos passes

Mais de trinta associações de utentes fizeram uma frente única para reclamar o reembolso integral dos passes — título de transporte pago integralmente no início de cada mês —, já que a greve dos ferroviários tem levado a que os comboios funcionem de maneira intermitente.

Lesados, os utentes têm vindo através do tempo a organizar-se em associações. "As pessoas já não aguentam mais. Nos dois primeiros dias, até que há pessoas que podem encontrar maneiras de dar a volta. Por exemplo, descontam nas férias, no RTT" (sistema de redução do tempo de trabalho que permite uma reorganização das 35 horas semanais). Outras, recorrem ao teletrabalho, mas isso "não dá para a maior parte dos trabalhadores".

Diáspora desespera e adapta-se

Os cabo-verdianos emigrados em França, bem como os descendentes que já são a segunda e terceira geração e têm nacionalidade francesa, vivem as greves como um evento habitual, que causa transtornos inevitáveis e ao qual se encolhe os ombros: "Não há nada a fazer".

Ou melhor, adaptam-se como a F. L., que vai de comboio para o trabalho. Ela diz que "é mau, mas não tanto, como eu antes estava à espera". O número de comboios em circulação diminuiu de 3 para 1, mas "ainda é possível". "É claro que ficamos mais apertados ou tenho de esperar o próximo comboio porque não há lugar". É em média umas duas horas perdidas nos trajetos em dia de greve, calcula esta mulher de meia-idade que vive na periferia e trabalha no centro de Paris.

Comboios, metro, aviões... Em todos, os funcionários reclamam mais direitos, enquanto o público utente desespera. A comunicação social tem vindo a examinar a "coisa".

"A greve dos pilotos, hospedeiras e assistentes de bordo" (sic) "fragiliza a companhia de bandeira", relata o Le Figaro esta quarta-feira. Com estatísticas em mão, o diário foi calcular os salários nos países da União Europeia e conclui que esses profissionais "nada têm a invejar aos colegas de outros países".

Fontes: referidas. Le Monde

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