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França Insubmissa 34% também amarga vitória de Macron: Sondagens dão LREM/Renaissance 24,5% em junho 07 Maio 2022

O partido de Macron disputa as legislativas de 12 e 19 de junho com novo nome: ’Renaissance/Renascença’. Um ’uplifting’ (operação cirúrgico-cosmética) dos centristas, requerido após a muito tangencial vitória na segunda-volta da presidencial e, acima de tudo, pela ameaça maior que resulta da união das esquerdas, LFI, PS, ELV, liderada por Mélenchon da LFI-’La France Insoumise’.

França Insubmissa 34% também amarga vitória de Macron: Sondagens dão LREM/Renaissance 24,5% em junho

A sondagem desta semana com o partido LFI a liderar faz tremer o LREM, que hoje anunciou ter mudado o nome para Renaissance. Duas semanas após ter prometido, no discurso ao pé da torre Eiffel, unir a sociedade francesa, Macron agora põe a sua ênfase na "França da Renascença’, a nova designação do centrista LREM/La République em marche (que em 2016 nasceu do estilhaçar do PS e afins da esquerda francesa).

Os 34 por cento do partido de Jean-Luc Mélenchon, o candidato ultrapassado em 10 de abril pela candidata da extrema-direita RN, resultam é certo da coligação NUPES — Nouvelle union populaire écologique et socialiste/ Nova União Popular, Ecológica e Socialista. E faltam ainda umas semanas, tempo suficiente para tudo mudar.

Presidencial atípica

"É a primeira vez que dois finalistas chegam tão próximos", confirmou-se na segunda-volta de 24-04, o mesmo que disseram peritos de sondagens ante os resultados da primeira-volta no dia 10. A sondagem da ’Harris Interactive Poll’ suscitou títulos como "Marine a amiga de Putin põe a Europa em perigo", ou mais boçalmente "Le Pen a fã de Putin pode lixar-nos a todos". Afinal, nesta corrida ao Eliseu que bisou Macron-Marine, as sondagens confirmaram-se (melhorando a percepção deste instrumento).

Duro quinquénio

Macron terá dentro de semanas, o próximo teste que são as legislativas de 12 e de 19 de junho. Estas legislativas marcam o início de uma nova era — com adversários, em especial a esquerda de Mélenchon, que prometem não lhe dar tréguas. Prevê-se pois que o próximo quinquénio vai ser tão ou mais duro que o primeiro para o reeleito do Eliseu.

Dom-Tom

Os eleitores dos domínios territoriais ultramarinos incluem Mayotte, Réunion, Guadeloupe, Guyane, La Martinique, Saint Barthélémy, Saint Martin e Saint Pierre-et-Miquelon, além da Polinésia.

A consulta ao site da autoridade eleitoral traz uma surpresa: não há qualquer referência à Nova Caledónia/Nouvelle Calédonie (Referendo: França rejubila com "Não" à independência de Nova Caledónia — Macron ’orgulhoso’ dos franceses do Pacífico). Dom-Tom do Pacífico Sul, mui leal a Paris, a ilha com c.200 mil habitantes votou esmagadoramente em dezembro último — 97 por cento — pelo "Não" à independência, no terceiro e último referendo (quiçá, porque foi boicotado pelos independentistas).

Fontes: France 24/TV5 Monde/Le Monde/Harris Interactive.fr/NY Times/BBC. Relacionado: França-Presidencial: 2ª volta de Macron face à Marine amiga de Putin — "51-49%? Não é taxativo que ela não chegue ao Eliseu", 13.abr.022. Fotos: Jean-Luc Mélenchon, Marine Le Pen, Emmanuel Macron: os nomes de topo da Eleição para a Assembleia Nacional em junho. Há duas semanas, o ex-líbris de Paris foi o lugar do discurso de vitória do centrista Macron — ao tornar-se o primeiro presidente a reeleger-se desde 2002.

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