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França: Macron seguro de vitória diplomática no G20 — Ucrânia tem de "negociar fim da guerra" 18 Novembro 2022

Cai o pano sobre a cimeira da tropical ilha indonésia de Bali e Macron em conferência de imprensa faz o balanço otimista da sua participação neste fórum de líderes mundiais — que no remate dia 16 "condenaram firmemente a invasão russa da Ucrânia" e exigem a "retirada total e incondicional" do país vizinho.

França: Macron seguro de vitória diplomática no G20 — Ucrânia tem de

Segundo Macron, "o G20 envia a Vladimir Putin, que esteve ausente, uma mensagem clara: a de que uma vasta maioria condena a guerra na Ucrânia. Isto é um facto".

"A maioria dos países-membros condenou firmemente a invasão russa da Ucrânia", lê-se no comunicado final da 17ª cimeira do G20, que não poupa a Rússia nas palavras — guerra, invasão, agressão — que qualificam o país sob Putin.

"Conseguimos introduzir no comunicado ’as palavras certas’ sobre a guerra e as suas consequências", congratulam-se os membros da equipa de Emmanuel Macron sobre a sua responsabilidade nesta redação. "Esta é a linguagem que os negociadores franceses (…) conseguiram fazer entrar e é a primeira vez que isso acontece" e permite evitar a desunião no G20.

São os louros que a imprensa internacional presente na cimeira não se exime de atribuir à liderança francesa na reunião de Bali.

O presidente francês deixou implícito que a Ucrânia terá de preparar-se para negociar com a Rússia a devolução dos territórios perdidos desde 2014. Segundo peritos militares, apesar dos recentes avanços no terreno ucraniano é pouco provável que a Ucrânia recupere a Crimeia e outros territórios sob domínio russo antes de fevereiro, com o inverno a dificultar o sucesso no combate.

Macron disse ainda que a ajuda à Ucrânia é um imperativo e que independentemente de ser a Rússia ou a Ucrânia a responsável pelo míssil que na véspera caiu na Polónia, é inegável a responsabilidade russa nos oitenta e cinco mísseis que cairam em solo ucraniano nesta mesma terça-feira, "um dia terrível para o povo da Ucrânia". Esse ataque que visou a infraestrutura energética está a ser interpretado como uma mensagem aos países-membros do G20.

Maioria não são os 100%

A China e a Índia — que até agora evitaram criticar a invasão que a Rússia continua a designar "operação bélica" — estão entre os países que "têm outros pontos de vista" sobre a situação e as sanções. Como referiu o presidente francês, as negociações nos bastidores mostram que "há um espaço de convergência, incluindo as maiores economias China e Índia, "a impelir a Rússia para a desescalada".

Entretanto, prossegue Macron,"conseguimos reunir o Senegal, o Ruanda, a África do Sul, Argentina e México para criar convergências e enviar à Rússia uma mensagem clara que é um apelo total para terminar esta guerra".

Fontes: Le Monde/ AFP/The Guardian/Japan Times/ABC.au/....

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