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França: Mais um acusado de espionagem — Gestor do Senado traiu a pátria por amor à Coreia do Norte 30 Novembro 2018

O administrador do Senado, Benoît Quennedey, foi constituido arguido, esta quinta-feira, 29, por suspeitas de “entrega de informações a uma potência estrangeira, recolha de informações visando a sua entrega a uma potência estrangeira, conluio com uma potência estrangeira”. Tudo isto é “suscetível de atentar contra os interesses fundamentais da nação”.

França: Mais um acusado de espionagem — Gestor do Senado traiu a pátria por amor à Coreia do Norte

Benoît Quennedey, um quadro superior na Direção de Arquitetura, Património e Jardins, foi na terça-feira, 27, afastado das funções que exerce no Senado francês, depois de ter sido detido dois dias antes, no domingo à noite. Na segunda-feira, o seu apartamento em Paris, o seu gabinete no Senado e a casa dos pais em Dijon foram vasculhados pelos investigadores do Ministério Público.

Paixão pela Coreia do Norte

Presidente da “Associação de Amizade França-Coreia”, Quennedey, de 42 anos, defende a proximidade de Paris a Pyongyang, através do restabelecimento de relações diplomáticas e o levantamento das atuais sanções sobre o país de Kim Jong-Un.

Autor de dois livros sobre o país, Benoît Quennedey afirma que “na Coreia do Norte os cidadãos usufruem de cuidados de saúde e de educação gratuitos, bem como, de apartamentos de baixo custo”.

O sistema político também é designado eufemisticamente como “uma adaptação
local de democracia popular” que funciona segundo um “centralismo democrático” e não a ditadura execrada pelos países ocidentais.

Inédita

A criminalização de Benoît Quennedey é, segundo os politólogos, um acontecimento raro, bem como é pouco habitual a divulgação do nome nos meios de comunicação social.

Escrevem os diários de referência como o Le Monde que tais casos de “ingerência” raramente chegam ao tribunal e mesmo quando tal acontece tudo se passa longe da atenção mediática.

A exceção em muitos anos aconteceu com a divulgação, em maio, de que dois antigos agentes da DGSE-Direção-Geral da Segurança Externa e a esposa dum deles tinham sido, em dezembro último, acusados de espionagem. Os termos de acusação são semelhantes, mas a divulgação foi publicada seis meses depois.

Fontes: Le Monde/France 24/AFP. Arquivo: França: Três acusados de espionagem pró-China — Segurança nacional vulnerável, 25.5.2018

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