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França: Milhares de pessoas em protesto nas ruas de Paris — Até Nobel esteve na marcha domingo 18 Outubro 2022

Milhares de pessoas — 140 mil, segundo os organizadores, ou 30 mil segundo a polícia — vindas de vários ponto do ’Hexágono’ sairam, este domingo, às ruas da capital para reivindicar melhores condições de vida face à inflação e mais ação pelo clima, num protesto que os manifestantes esperam que ganhe expressão em todo o território e consiga paralisar o país nos próximos dias.

França: Milhares de pessoas em protesto nas ruas de Paris — Até Nobel esteve na marcha domingo

"Gostava mesmo que este movimento se generalizasse com uma greve geral que toque todos os setores, porque está a afetar-nos a todos. As únicas pessoas que não são atingidas são os acionistas das grandes empresas", declarou Jean-Claude, que desfilou com um cartaz.

"Especulação + Requisição = Revolução". Do outro lado do cartaz deste professor parisiense, um camião com a palavra salário subia por uma rampa chamada inflação. Mas não é só a inflação de 5,6% que traz os franceses à rua.

"Vim para lutar contra o empobrecimento da sociedade, a luta contra a reforma das pensões, a vida cara, o aumento do salário mínimo, os aumentos dos apoios sociais, mais apoios para os jovens, por tudo isto. Estamos aqui porque somos de esquerda e estamos fartos da direita", disse Christian, enumerando os motivos da sua mobilização.

A este protesto, previsto desde agosto pela coligação de esquerda NUPES-Nova União Popular Ecológica e Social, para reivindicar um aumento generalizado dos salários, mantendo a exigência de 1.600 euros líquidos de salário mínimo, juntaram-se nas últimas duas semanas as dificuldades sentidas em todo o país devido às greves nas refinarias.

Os sindicatos preferiram não juntar-se ao protesto deste domingo e convocam uma greve geral para terça-feira, nesta altura em que mantêm ainda o braço de ferro com a empresa Total, e do qual resulta a atual escassez generalizada de combustíveis. No entanto, se o sinal a nível nacional foi negativo por parte de centrais sindicais como a CGT, as federações marcaram presença em Paris.

Fontes: France24/Le Monde/TV5. Fotos: (Ao alto) A octogenária recém-nobelizada — Nobel de Literatura para francesa Annie Ernaux, 07.out.022 — de braço dado com Jean-Luc Mélenchon, líder da oposição.

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