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França: ‘Morreu como herói’ polícia que substituiu reféns no atentado terrorista de sexta-feira, 23 — 4 vítimas mortais e dezenas de feridos 24 Mar�o 2018

Madrugada de sábado, em Carcassone, poucas horas após as autoridades darem por concluída a operação de resgate de reféns do supermercado, o balanço sobe para quatro vítimas mortais: o tenente-coronel Arnaud Beltrame, da ’Gendarmerie’, pediu ao sequestrador que o aceitasse em troca de um ou mais reféns e, assim, sucumbiu aos ferimentos de balas disparadas pelo terrorista. Mas antes conseguiu deixar ligado o seu telemóvel que deu as informações necessárias à ’Gendarmerie’ para dominar o terrorista.

França: ‘Morreu como herói’ polícia que substituiu reféns no atentado terrorista de sexta-feira, 23 — 4 vítimas mortais e dezenas de feridos

As homenagens ao polícia de 44 anos começaram a ser publicadas ao início da manhã de sábado, vindas dos mais variados quadrantes. O ministro da Administração Interna, Gérard Collomb, expressou as condolências aos familiares e forças policiais. « Morto pela pátria, jamais a França esquecerá o seu heroismo, bravura e sacrifício », lê-se no seu Twitter.

Através dum comunicado, o presidente Emanuel Macron expressou que Beltrame «caiu como um herói », que «merece o respeito e a admiração da nação».

Dois sacramentos: matrimónio e extrema-unção

Às primeiras horas da madrugada, Beltrame recebia no seu leito de hospital, antes da extrema-unção, o sacramento do matrimónio com a esposa Marielle. O seu casamento religioso fora sendo adiado desde o casamento civil havia 5 anos.

Como ao Le Monde relatou o padre Jean-Baptiste, "Arnaud reencontrou a fé" após o seu encontro em maio de 2016 e havia poucos meses que ele e o casal Marielle-Arnaud estavam a preparar a cerimónia religiosa a realizar em junho próximo. Marielle é veterinária na Reserva Africana de Sigean, a poucos quilómetros do palco da tragédia desta sexta-feira que lhe levou o marido e os planos de terem filhos.

Mãe: “Soube logo que era ele”

A mãe de Arnaud Beltrame, ao ouvir na televisão que um oficial se oferecera para tomar o lugar de reféns, teve a certeza: “Soube logo que era ele”, disse à RTL. "Só podia ser ele. É alguém que desde sempre faz tudo pela pátria”, disse na sexta-feira.

O irmão dele confirmou então que esperava o pior: " Ele sabe que tem pouquíssima hipótese de sair vivo duma situação como esta". Horas depois, a família recebia a notícia da morte.

4 vítimas mortais todas nascidas em França

As quatro vítimas mortais, anunciou o Ministério do Interior em comunicado, este sábado, são todas francesas. Arnaud Beltrame. Christian Medves, de 50 anos, funcionário senior no estabelecimento. Um cliente sexagenário, cujo nome não foi divulgado. A primeira vítima mortal foi Jean Mazières, que viajava no veículo que o terrorista roubou. Mazières, um sexagenário reformado da viticultura era natural e residente duma aldeia próxima.

Foi por "um erro de comunicação" que as autoridades francesas anuciaram a morte de um jovem português, na casa dos 20, condutor do carro que o terrorista roubou depois de atirar sobre os dois ocupantes. Ele está sim entre os 16 feridos e, hospitalizado, o seu prognóstico é muito reservado.

Fontes: AFP/Le Monde/outras referidas. Foto (Facebook) de Arnaud Beltrame "herói nacional", "homem de exceção".

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