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França: Professores ‘chumbam’ semana escolar de 4 dias e meio 22 Junho 2018

A maioria dos professores inquiridos quer o regresso à semana escolar de quatro dias, segundo um estudo divulgado esta quarta-feira, 20, pelo sindicato SNUipp. Oito em cada dez docentes mantêm o ‘chumbo’ à semana de quatro dias e meio que o governo socialista, de Hollande, impôs há cinco anos.

 França: Professores ‘chumbam’   semana escolar de 4 dias e meio

Em 2018, como em 2013, os professores do ensino público francês, do pré e básico ao secundário, continuam a esgrimir argumentos contra “a reforma dos ritmos escolares” que “a esquerda nos impôs”.

“A rejeição é maciça”, garante o porta-voz do sindicato sobre a reforma que, em 2013, alterou a semana dos quatro dias letivos para quatro dias e meio. O inquérito contudo abrangeu 402 escolas da região de Paris, que representam um total de 656, enquanto que nada é dito sobre a posição das demais 254.

Reforma deu “crianças cansadas”

“Quatro anos de aplicação (da ’reforma Peillon’) deram razão ao que intuitivamente os professores receavam”, conclui o estudo.

Os oponentes à reforma de 2013 têm vindo a apontar as falhas: “a mistura entre tempo extra-letivo e tempo letivo — a semana escolar tem a duração de 24 horas: nove turnos de manhã e tarde, cinco horas e meia diárias e um mínimo de uma hora e meia de recreio —, o cansaço das crianças, a degradação das condições de aprendizagem e de trabalho”.

Os docentes do ensino pré-escolar apontam o impacto negativo da reforma sobre crianças de três a seis anos.

Os governos municipais, de diversas cores políticas, concordam que “há muito trabalho a fazer” para resolver a sobreocupação das crianças do pré-escolar que têm cinco manhãs e duas tardes letivas por semana.

‘Plano quarta-feira’: proposta do ME que deixa professores céticos

O ‘Plano quarta-feira’ (Plan Mercredi) implementado pelo ministro Jean-Michel Blanquer — na foto a assinar, esta quarta-feira, 20, o ’Plano’ triministerial, com as ministras da Cultura e dos Desportos, numa escola do Essonne a 70 km de Paris – consiste numa ajuda financeira do Estado para as autarquias que queriam reforçar o programa de atividades desportivas e culturais dirigidas a crianças inscritas em centros de ocupação de tempos livres.

Debate vivo

A posição dos docentes bate todavia de frente com a dos municípios. Não só em Paris, mas em outras grandes regiões metropolitanas francesas, como Brest, Toulouse, Rennes, a intenção é aplicar a semana dos quatro dias e meio.

“Falta ouvir os demais parceiros da escola, entre estes os pais”, defende o sindicato que agendou um encontro para o próximo dia 27.Fontes: Le Monde. Foto L’Union.

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