LUSOFONIA

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França: Steve caiu ao rio, achado 37 dias depois —Ministro das polícias em causa na ação por homicídio que família está a mover 02 Agosto 2019

O corpo do lusodescendente, de 24 anos, desaparecido na madrugada de 22 de junho foi enfim achado no rio Loire a 29 de julho. Entre as duas datas, o ministro da Administração Interna, Christophe Castaner, perante o que os manifestantes designam de “violência policial”, foi o foco da indignação. E vai continuar a sê-lo, criticado por adversários políticos mas também anteriores aliados, afastados pelo caso que vai colocar o Estado como réu pelo ’homicídio de Steve’.

França: Steve caiu ao rio, achado 37 dias depois —Ministro das polícias em causa na ação por homicídio que família está a mover

A IGPN-inspeção da polícia francesa emitiu esta semana o seu relatório que, ao ilibar as forças da ordem de qualquer irregularidade, está a ser criticado como parcial. O primeiro-ministro na quarta-feira reiterou a confiança em Castaner cuja cabeça está a ser pedida pela morte de Steve Maia Caniço.

A oposição pede a demissão do ministro, pela má gestão de mais este dossier, o da “Festa da Música de Nantes”. A juntar ao desgastante dossier dos “Coletes amarelos”, que já valeu ao Estado francês ser repreendido pelo Parlamento Europeu devido à utilização de balas de borracha, em infração aos direitos humanos.

As críticas ao ministro abundam. “Acuso o sr. Castaner, pelo menos desde o início da crise dos ’Coletes amarelos’, de amadorismo na gestão da ordem pública em França!", lançou na quinta-feira na Radio Europe 1, um deputado do partido de Marine Le Pen. Wallerand de Saint-Just, tesoureiro do Partido RN (ex-FN) afirmou na rádio que "o incidente de Nantes, que é muito grave" , "acontece no quadro daquilo que é a atual gestão da ordem pública".

"Após estes acontecimentos, concluímos que o sr. Macron, o sr. Castaner e o sr. Philippe não conhecem a França. Eles não sabem nada da França", expressa o eleito da ultradireita.

Também no partido do governo se critica as opções de Castaner. Um parlamentar [por identificar?] ouvido na mesma rádio lamenta que «Christophe Castaner tenha ido à região de Perpignan, a 850 km de Paris, por causa dos vidros partidos no escritório de representação do deputado LRM local [por ocasião do ato XXXV dos ’Coletes amarelos’ ], mas não foi a Nantes», após a intervenção da polícia com balas de borracha e gás pimenta na festa ’techno’, que acabou mal a 350 km de Paris.

Fontes: AFP/Le Monde/ BBC /Radio Europe 1/. Foto: "Stop à violência policial, ninguém devia morrer por uns minutos de música" entoado por um milhar de pessoas que no sábado, 29/6, marcharam em homenagem a Steve Maia Caniço (foto inserida), desaparecido na madrugada do sábado anterior.

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