INTERNACIONAL

A SEMANA : Primeiro diário caboverdiano em linha

França: Tribunal obriga mãe a entregar filho ao pai japonês 27 Dezembro 2019

A imprensa francesa relata que o menino de quatro anos chorava "Não quero ir" agarrado à mãe, à porta da casa onde viveu metade da sua vida. A polícia foi chamada porque a mãe recusara cumprir a sentença do juiz lida pouco antes, que a condenava a entregar a criança ao pai, que fora privado durante dois anos de conviver com o filho depois de ela o ter trazido do Japão.

França: Tribunal obriga mãe a entregar filho ao pai japonês

"Ela passou a residir em França, ilegalmente, sem autorização do pai nem da justiça", disse em conferência de imprensa a advogada francesa do pai.

"O pai podia tê-la levado ao tribunal penal por rapto, mas preferiu o juízo cível e apresentou um pedido para o regresso da criança, em conformidade com a convenção da Haia que prevê o regresso do menor ao país de residência em caso de conflito", sublinhou a defesa.

Foi em julho de 2017 que a francesa Marine Verhoeven e o filho Louis de dois anos deixaram a casa de Tóquio para passar as férias de Verão em França. Um mês antes da data prevista para o regresso, Marine informou o marido que decidira não regressar ao Japão e pediu o divórcio.

O processo judicial demorou dois anos. Em fevereiro de 2018, o Tribunal de Família de Montpellier decidiu pelo regresso da criança ao Japão. A mãe recorreu.

A defesa do pai provou que ele "tinha tomado todas as providências para que Louis mantenha a ligação com a mãe, a sua família francesa e a cultura materna. Ele ofereceu a casa em Tóquio e uma pensão à mãe de Louis" para ela se manter "perto do filho, no seu local de residência", acentuou a advogada.

O tribunal de recurso, dois meses depois, confirmou a decisão da primeira instância.

Novo recurso e o caso seguiu para uma instância superior, que decidiu em favor do pai. A mãe continuou a recorrer, até esgotarem todas as possibilidades em novembro transato.

Comité de apoio nega que todos os recursos estejam esgotados

O caso suscitou muita emoção em França e Marine pôde contar com vários grupos de apoio. Salles d’Aude, a aldeia onde nasceu e para onde foi residir em 2017, mobilizou-se. A manifestação desta quinta-feira contou com grande parte do elenco autárquico (de faixa tricolor na foto).

A presidente da autarquia, Magali Simmons, "suplica" ao procurador de Montpellier para "reexaminar a situação da criança" e permitir-lhe residir em França.

Fontes: L’Express/Twitter.

Os artigos mais recentes

100% Prático

publicidade





  • Mediateca
    Cap-vert

    Uhau

    Uhau

    blogs

    publicidade

    Newsletter

    Abonnement

    Copyright 2018 ASemana Online | Crédito: AK-Project