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França abre inquérito sobre chefe da Interpol ’desaparecido’ na China 07 Outubro 2018

As autoridades francesas abriram um inquérito sobre o desaparecimento de Meng Hongwei, presidente da Interpol sediada na cidade francesa de Lyon, que viajou em setembro para o seu país, a China, e não voltou a entrar em contacto com a família e Interpol em França. O diário de Hong Kong ’South China Morning Post’ noticiou na sexta-feira, 5, que “ele foi detido” pelas autoridades assim que desembarcou em Pequim.

França abre inquérito sobre chefe da Interpol ’desaparecido’ na China

A razão para a detenção de Meng, membro do Partido Comunista Chinês (PCC) e que desde a juventude regista cargos relevantes na governação, ainda não é clara. Fontes junto das autoridades francesas referem que estão a seguir a pista de que "o Sr. Meng terá em algum ponto entrado em conflito com as autoridades chinesas". O primeiro sinal terá surgido em abril, quando Meng embora mantendo o cargo de vice-ministro da Segurança Interna foi destituído do lugar que ocupava no Comité Político do PCC.

Em 2016, Meng, vice-ministro da Segurança Interna e nessa qualidade diretor da Interpol-China, foi eleito presidente mundial da Interpol na 85ª assembleia-geral desta organização policial internacional, que teve lugar na turística ilha de Bali, Indonésia.

Silêncio dos ministros da Segurança Interna e Negócios Estrangeiros da China

A China mantém o silêncio ante o pedido de resposta de França sobre o que aconteceu ao homem que durante quarenta anos trabalhou na agência chinesa da luta contra o terrorismo.

A presidência da Interpol internacional, com mandato de quatro anos, é cumulável com o cargo de diretor da Interpol-China. Esta eleição foi aliás muito contestada por várias ONG pró-Direitos Humanos, que acusam Meng de ser o principal responsável pela perseguição à minoria chinesa dos muçulmanos uígures. Em agosto, a alta-comissária do ACNUR, Michelle Bachelet, disse estar preocupada com a gravidade das denúncias de que um milhão de muçulmanos uígures tinham sido confinados a uma zona de reserva configurando um campo de concentração no nordeste da China.

Fontes: South China Morning Post/Le Monde/BBC/site da Interpol. Foto: Meng Hongwei.

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