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Líbia: Rebeldes aproximam-se da capital — Governo versus Haftar versus ISIS 17 Maio 2019

As forças do LNA, exército do ‘governo oriental da Líbia’, liderado pelo marechal Khalifa Haftar, com apoio total do Egipto e dos Emirados – além do suporte tímido ou implícito dos EUA, França, Rússia,e financiamento saudita — estão mais perto do que nunca de dominar a capital, Trípoli, sede do governo legitimado pelas Nações Unidas.

Líbia: Rebeldes aproximam-se da capital  — Governo versus Haftar versus ISIS

Ao fim de cinco anos de luta contra o governo sediado em Trípoli— que, apoiado pela ONU, tem reconhecimento internacional —, a vitória parece sorrir a Haftar (à direita na foto), poderoso comandante sob Muammar Kadhafi que ajudou a ascender ao poder em 1969.

Os apoios a nível político, diplomático e militar que, desde 2014, recebe dos países referidos justificam-se pela sua declarada luta contra o Estado Islâmico e fazem-no reemergir ao poder que perdeu em 2011 com a queda de Kadhafi. Agora é o homem-forte do governo ‘rebelde’ do leste líbio sediado em Bayda, e cuja façanha mais mediatizada foi, em 2014, a tomada de Benghazi.

O avanço para sul já permitiu às forças de Haftar tomarem controlo, desde o ano passado, de importantes bases militares e regiões petrolíferas.

França apoia ‘ditador’Haftar, denuncia primeiro-ministro líbio

O primeiro-ministro líbio, Fayez Sarraj (à esquerda na foto), tem nas últimas três semanas vozeado o seu descontentamento com o apoio implícito que a França dá a Haftar.

A posição do chefe do governo sediado em Trípoli é fortalecida pelo facto de Haftar ter empreendido o assalto a capital após o encontro com o ministro Jean-Yves Le Drian, em Benghazi no final de abril.

O presidente francês, Emmanuel Macron, vai encontrar-se com Khalifa Haftar, com vista a buscar uma solução para o conflito líbio que seja pacífica, política e duradoura, anunciou Jean-Yves Le Drian nesta terça-feira, 14.

A França é apontada por ter, desde que Macron chegou à presidência, em 2017, multiplicado os gestos que legitimam o poder de Haftar. O primeiro foi o convite dirigido tanto ao primeiro-ministro Sarraj como a Hafat para conversações em Paris em junho de 2017.

A segunda visita de Haftar a Paris aconteceu no âmbito de uma conferência internacional – e foi entendida como mais uma oportunidade para o legitimar como representante da Líbia, o não-Estado desde 2011.

Fontes: Le Monde/AP/Reuters

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