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França debate: 2 militares morreram para salvar 4 em zona vermelha turistas ‘desobedientes’ 15 Maio 2019

A polémica sobre a intervenção do Estado nas viagens de risco – sobretudo depois do vídeo divulgado no passado dia 29 em que o chefe do Estado Islâmico, Abou Bakr al-Baghdadi, aponta que a "França cristã" é um dos principais alvos da organização terrorista ”que agora está ativa em todo o mundo” – relança-se com a morte na sexta-feira, 10, de dois militares franceses durante a operação que libertou dois turistas franceses, uma sul-coreana (foto) e uma americana, sequestrados durante dez dias por djihadistas na fronteira entre o Benim e o Burkina-Faso.

França debate: 2 militares morreram para salvar 4 em zona vermelha turistas ‘desobedientes’

Os franceses Patrick Picque, de 46 anos, e Laurent Lassimouillas, 51 anos, e o seu guia tinham sido feito reféns no dia 1 de maio, quando visitavam o parque de Pendjari, no norte do Benim, próximo à fronteira com o Burkina-Faso.

O site do Ministério dos Negócios Estrangeiros avisa sobre o risco de sequestros, pelo que “é formalmente desaconselhável deslocar-se à fronteira norte do Benim”, dada “a presença de grupos armados terroristas”.

Os media dos Estados Unidos referem que, na operação do dia 10 em que morreram também quatro djihadistas, foi também libertada, segundo o Washington Post, uma cidadã americana, de quem se desconhece em que circunstância (onde e quando) foi sequestrada.

Macron criticado por receção no aeroporto

Marine Le Pen, do partido RN, de ultradireita, foi a primeira: “O presidente não tinha de ir recebê-los como se fossem herois”, disse a adversária de Macron na segunda-volta da presidencial de 2017, em referência ao “casal que tinha ido em lua-de-mel ao Benim”.

Também o candidato LR, a nova designação da UMP de Sarkozy e Fillon, reprovou Macron. “É uma vergonha” o facto de “o presidente ter-se deslocado para solenemente receber dois reféns cuja inconsciência custou a vida aos nossos dois militares”.

As famílias dos dois militares mortos preferem destacar que ambos morreram a cumprir uma missão para a qual se tinham preparado. Várias celebrações nacionais homenagearam os dois novos herois franceses.
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Fontes: Le Monde/AFP. Fotos (1ª, da Reuters): Os três reféns libertados recebidos pelo presidente burkinabé, Roch Marc Christian Kaboré, na manhã de sábado, 11. (2ª, do site da Marinha Francesa)Cédric de Pierrepont e Alain Bertoncello, os militares que morreram na missão de salvamento "bem sucedida", segundo o pai de Bertoncello.

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