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França é 1º país a recomendar dose única de vacina — 2º pior país europeu em infeções, teme reinfeção por variantes 14 Fevereiro 2021

Esta sexta-feira, 12, a HAS-Alta Autoridade da Saúde emitiu uma recomendação para ser administrada uma única dose da vacina a quem já teve Covid-19 — e não a dose dupla, como está a ser feito. As pessoas curadas da Covid-19 "elaboram por ocasião da infeção uma memória imunitária", afirmou a HAS. Mas no sábado, o presidente do Grupo Covid da Academia Nacional de Medicina alertava sobre "necessidade de estudar o caso excecional de reinfeção pela variante sul-africana".

França é 1º país a recomendar dose única de vacina  — 2º pior país europeu em infeções, teme reinfeção por variantes

"A dose única funcionará assim como uma dose de reforço", lê-se no comunidado emitido pela HAS, que acrescenta ser necessário que a vacinação aconteça após o mínimo de três meses sobre a data em que o doente recuperou "e de preferência, seis meses".

É a primeira vez que uma autoridade sanitária faz esta recomendação sobre a dose única. Ao longo dos últimos meses, houve diversas vozes a pronunicarem-se sobre a dose única mas sem chegar a qualquer conclusão. A França, através da AHS, deu hoje o primeiro passo.

"Vulnerável", mesmo com vacina

A vacinação não está a fazer o milagre que muitos esperavam. Além da penúria na disponibilização do produto imunizante, há vários fatores que estão a retardar a evolução do processo nas populações dos países mais desenvolvidos.

Entre tais fatores, os efeitos secundários. Exemplo: a reação alérgica que levou à proibição da vacina da Pfizer pelas autoridades britânicas (Vacina Pfizer no Reino Unido: Alérgicos proibidos de tomar vacina anti-Covid, 09.dez.020).

Há descrições que aumentam o medo da vacina. Dois exemplos: Os sucessivos fracassos da vacina de Oxford sem cabal esclarecimento (Vacina de Oxford em pausa após homem em teste ter reação adversa), 09.set.020. Outro: (EUA contra Covid-19 - Vacinometria: Eficácia ... efeito "terrível descrito por médico de Boston", 02.jan.021.

Avanços, que de súbito são obstaculizados por fatores externos (Índia: Maior produtora mundial de vacinas destruída pelo fogo, 4 dias após nº record de mais de 200 mil vacinados em 24 H, 22.jan.021.

A competição entre países obstaculizadora, em vez de maior cooperação que deveria ser incentivada por uma OMS menos vulnerável às pressões (OMS indica 26 vacinas em desenvolvimento e Sputnik-V está fora, 16.ago.020).

Já não é só a variante britânica

Uma em cada quatro novas infeções resultam da entrada no país das variantes, afirmou o ministro da Saude, Olivier Véran. No dia seguinte, sábado, 13, faz manchete o caso do internado há três semanas "em estado grave e ligado a um ventilador”, como informou em comunicado a APHP, entidade que agrupa os hospitais de Paris.

O epidemiologista Yves Buisson, presidente do Grupo Covid da Academia Nacional de Medicina, confirmou tratar-se de um caso que para ser estudado" o deste paciente, que em setembro recuperara da Covid-19 e sofre também de asma — uma doenla respiratória que agrava a condição dos afetados de Covid-19.

Segundo Buisson, o estudo teria de esclarecer se os anticorpos que o paciente desenvolveu durante a sua primeira infeção eram capazes de neutralizar a variante sul-africana, e se ela esta "escapa parcialmente a uma imunidade adquirida por uma infeção anterior".

Fontes: Reuters/Le Figaro/Le Monde/EFE. Foto (AFP)

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