MUNDO INSÓLITO

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Fugiu com ucraniana Sofiia que a esposa Lorna acolheu, o verão acabou e Tony voltou ao lar — Sofiia "de coração partido" 30 Setembro 2022

É grande a solidariedade ocidental com a Ucrânia e a de Portugal tem sido notável, extraordinária. O Reino Unido, bem longe do imenso caloroso abraço português, só se destacou com o caso insólito de Tony-Lorna-Sofiia. Os primeiros têm 29 e 28 anos e são pais de duas crianças. Sofiia tem 22 anos e estava a viver num abrigo para refugiados ucranianos quando Lorna caompadecida convidou-a a viver com a sua família.

Fugiu com ucraniana Sofiia que a esposa Lorna acolheu, o verão acabou e Tony  voltou ao lar  — Sofiia

A solidariedade de Portugal com a Ucrânia tem sido notável, extraordinária: acolhimento caloroso dos portugueses, apoio institucional do Estado desde as mais altas figuras.

O Reino Unido, a crer nos noticiários, além dos apoios frios institucionais, só se destacou com o caso insólito do casal Tony e Lorna Garnett e da sua protegida Sofiia Karkadym, de 22 anos.

Os primeiros têm 29 e 28 anos e são pais de duas crianças de 7 e 5 anos. O apelo do primeiro-ministro à nação para acolher os refugiados em suas casas encontrou eco no seio dos Garnett.

Os Garnett estavam longe de saber a reviravolta que a sua vida ia levar com a chegada de Sofiia, a refugiada ucraniana que residia em Kiev e com a invasão russa fugiu para Lviv. Mas em março a guerra chegou também a esta cidade mais perto da fronteira polaca. Sofiia andou quase cinquenta quilómetros a pé para entrar na Polónia. Próxima paragem: Alemanha onde alojada precariamente ficou à espera dum patrono para obter um visto para o Reino Unido.

Dois meses depois, em maio, a sorte sorriu-lhe: uma família convidou Sofiia. A refugiada em lágrimas, saudosa da mãe que deixara em Lviv, pôde então sorrir ante a esperança de morar numa casa acolhedora.

Lorna, compadecida, abriu-lhe a sua casa neste início de maio e a jovem refugiada ucraniana encontrou um lar junto de Lorna, marido e filhos.

Dez dias depois, Lorna teve a maior surpresa da sua vida: o marido abandonou-a e aos filhos, algo inimaginável.

Tony e Sofiia traindo a confiança de Lorna tinham "fugido" juntos.

O Verão em pleno, Lorna e os filhos sozinhos em casa enquanto o pai de família vivia algures a lua de mel com a tão jovem Sofiia.

Mas tal como o verão inglês só dura três meses, a lua de mel não sobreviveu ao fim da doce época estival e em setembro tudo terminou.

Setembro do regresso das crianças às aulas. Uma destas manhãs Tony bateu à porta, qual pai pródigo. "Não aguentei. Tinha de voltar. Tenho pena da Sofiia, não merece o que lhe fiz".

Mas depois confessou ao Daily Mail que as brigas eram insuportáveis e, por fim, a gota de água foi o alcoolismo da jovem Sofiia que a deixava descontrolada. "Um dia foi uma faca que felizmente foi encravar na parede da cozinha. Tive de chamar a polícia".

À segunda visita da polícia, Sofiia ficou detida. Seguiu depois para um abrigo de refugiados.

Sobre a acusação de que abandonou Sofiia sem se preocupar com a sua segurança, Tony é taxativo: "Ela vai voltar para Lviv, onde tem família. A cidade está em paz e é das menos atingidas porque está mais a ocidente".


Sofiia de Lviv: "love at 1st sight"

A jovem ucraniana (fotos à esqª) está nos jornais depois deste fim intempestivo e que a levou a ficar à guarda da polícia. "Puseram-me num lugar repulsivo".

Sobre o romance com Tony diz: "Olhei-o, e foi amor à primeira vista. Vivemos meses felizes, íamos casar. Depois tudo caiu... Agora estou com o coração partido. Ele não me quer ver, não me deixa falar com ele. custa-me a crer que acabou tudo, nós sonhávamos casar, ficar juntos para o resto das nossas vidas, íamos começar a ter filhos daqui a cinco, seis anos".

Agora "de coração partido" porque "o Tony [a] atirou para fora da casa [que eles partilhavam] e chamou a polícia para [a] levar".

Por isso Sofiia de Lviv só quer voltar para o seu país e à sua cidade meio destruída. Embora ciente de que na sua terra a guerra continua, compara: "Aqui não tenho nada, nem casa ou dinheiro, não tenho família, nem amigos, o meu amor atirou-me para a rua sem se preocupar com a minha segurança".

Fontes: Sun.co.uk/Daily Mail.co.uk.

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